Há tempos que estamos presos na mediação, na dificuldade de nos movimentar efetivamente, encarcerados pelas nossas próprias armadilhas. Seja por dicotomias rasteiras, que pouco dizem sobre a realidade. Seja por disputas intituladas de políticas que não nos serve, além de separar pessoas, para nada. Ou até pela nossa burocratização, na busca sem fim por uma legitimidade.
Que os nossos corpos sejam lançados na busca da nossa ação cotidiana, na reflexão e na diferença de podermos ser sujeitos críticos do nosso mundo. Que os nossos olhos se embacem, mas que nos permitam olhar novamente, que sejamos tomados pelo estranhamento de nós mesmos, e, dessa forma, podermos refletir e apontar não apenas o que nos é alheio, distante, mas também as nossas próprias relações e ações corriqueiras. Que troquemos de pele.

Foi criada a nova mídia do DACS. Não somos iluminados, por isso, não pretendemos ser iluminadores. Não temos a intenção de caminharmos para A VERDADE. Queremos sim, embaçar a visão e a percepção de todos, de ninguém, de qualquer um. Que, acima de tudo, pensemos juntos.
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Recife Resiste e Revocultura se encontraram numa noite de muito rock, oficinas, correria, intervenções e arte nessa sexta-feira 16 de setembro. Foi massa, galera! Agradecemos a todxs que contribuíram com o bar, levando as cervejas, arrumando antes e depois, ao catador de latinhas, a todas as cosmogirls e dead lindas, aos cosmoboys e aos dead lindos e as tangerinas azuis e rosas, lilás, verdes e negras…
É por conta do resultado dessas cooperações que cada vez mais se solidifica este projeto de uma rádio autônoma com muita troca sobre música, política e lisergia no cotidiano recifense. E é só o começo.
No mais, fazemos das palavras do Revocultura as nossas.
Resistir!
Ao povo brasileiro, governos municipais, estaduais e federal
Por mudanças no modelo agrícola: para que todos tenham terra, condições de produção,emprego e renda no meio rural. E alimentos saudáveis para toda a população.
Os movimentos sociais da Via Campesina: Comissão Pastoral da Terra(CPT), Movimentodos Atingidos por Barragens(MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Sindicato dos Trabalhadores na EMBRAPA, CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e diversos movimentos do campo, estamos mobilizados em todo o país, para debater com a sociedade e com os governos, municipal, estadual e Federal, para exigir mudanças no modelo agrícola e apresentar propostas para a agricultura brasileira.
O modelo do agronegócio é o jeito das grandes empresas estrangeiras controlarem aprodução e o comércio de nossa agricultura, dos bancos ganharem dinheiro, em aliançacom os grandes proprietários de terra e apoiados pela mídia. Ele concentra a produção, a propriedade da terra, expulsa os trabalhadores do campo, só produz para exportação, usa de forma intensiva venenos e máquinas, e desequilibra o meio ambiente.
Nós, técnico-administrativos em educação da UFRPE, queremos explicar à população em geral e à comunidade universitária em particular, os motivos que nos levaram a tomar esta decisão da greve, iniciada desde o dia 06 de junho de 2011. Sabemos dos transtornos que esta decisão causou para aqueles que dependem do nosso trabalho, sejam estudantes, professores ou população que utiliza algum serviço da universidade. Mas precisamos dizer que a culpa da greve não é nossa. Infelizmente, esta foi a única saída encontrada pela categoria para resolver o impasse criado pelo Governo Dilma Roussef e seus aliados.
Para entender melhor, é preciso voltar à greve de 2007. Naquele momento, o governo se comprometeu em manter mesas de negociações para resolver alguns pontos pendentes da pauta de reivindicações. Entretanto, as mesas não avançaram e por isso várias necessidades da categoria ficaram sem respostas. Agora todas elas estão de volta na pauta da Campanha Salarial deste ano.
Com 21 anos de sala de aula, desses 21, 17 na rede privada de Pernambuco, talvez fosse o suficiente para acreditar e às vezes até verbalizar que passaríamos, mais uma vez por tudo novamente e do mesmo jeito. Pura bobagem.
O igual está em nossas cabeças ou são questões determinadas pelo Estado, como por exemplo a data base, ou o formato de negociação entre patrões e empregados e mesmo assim, até essas definições obedecem direta ou indiretamente a dinâmica de uma correlação de forças.
Igual mesmo? Posso citar: a sigla do sindicato SINPRO, uns acreditando que não temos forças, outras tendo a certeza que somos a categoria profissional mais organizada do mundo, àqueles que apostam na consciência política do educador, assim como aqueles que votam a favor da luta e esquecem do que votaram e até os que não querem lutar. Essas questões que se repetem e as vezes pensamos construir uma realidade igual as anteriores, são exatamente as que fazem diferença.
Lutar para sair dos 6,31% para 7% de reposição que a inflação já comeu, vem uma sensação de que paramos quando apenas começavamos, afinal era simplesmente o segundo dia de greve.
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Os educadores sociais do IASC e os assistentes sociais, psicológos, pedagogos e auxiliares administrativos dos CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) e do único CREAS (Centro Especializado da Assisência Social) do Recife estão em greve, desde o dia 30 de maio de 2011. Abaixo vocês verão o porquê, não é só aumento de salário que eles querem.
A política de assistência social em Recife sofre com a total falta de prioridade política e administrativa por parte da Prefeitura do Recife através da Secretaria de Assistência Social deixando, dessa forma, a população quase que totalmente desassistida. Esta política sofre de um processo de invisibilidade. Legitimada como política pública desde 2004, a Assistência Social ainda está longe de ser implementada com o mesmo status e importância de outras políticas públicas no município. Apesar da gestão atual sempre mencionar que o social é sua prioridade, isso não se evidencia no cotidiano de sua administração. A precariedade na Assistência Social no Recife vem desde a gestão anterior, na qual iniciou os serviços descritos pela Política Nacional de Assistência Social. Desde 2007, os servidores públicos manifestam sua indignação com a gestão municipal quanto à falta de responsabilidade e compromisso com a população que necessita dos serviços da assistência social. Nesta gestão são evidenciadas diversas debilidades, dentre essas se destaca o número reduzido de Centros de Assistência Social (CRAS) e a não prioridade no município em estruturar esses equipamentos. Recentemente o Ministério Público abriu um inquérito para averiguar a situação dos CRAS e cobrar uma resposta da gestão municipal para a efetivação da política. (mais…)
O NAJUP – Núcleo de Assessoria Jurídica Popular / Direito nas Ruas – vem, por meio da presente nota, ressaltar a importância do dia 17 de maio para a luta do movimento LGBTTT em combate à homofobia. Isso porque a referida data faz menção à retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças pela Organização Mundial da Saúde, no ano de 1990.
Conforme amplamente divulgado pela mídia, em recente julgado, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, os efeitos jurídicos da união homoafetiva (decisão que permitirá, por exemplo, a adoção de crianças e adolescentes por pessoas do mesmo sexo). O incontestável avanço na seara do Direito de Família rumo à construção de uma sociedade menos desigual não representa, contudo, a superação das relações hierárquicas entre os gêneros e das diversas expressões discriminatórias do modelo patriarcal capitalista.
Com efeito, o sistema dominação-exploração continua a ser estruturalmente responsável por inúmeros homicídios de LGBTTT ocorridos no Brasil nos últimos anos, apenas pra citar uma das mais variadas e perversas facetas da homofobia em nosso país. Assim, apenas em 2010, foram registrados pela ONG GGB (Grupo Gay da Bahia) um total de 260 casos de assassinatos de gays e travestis em todos os estados da nossa federação, o que revela a vulnerabilidade desse grupo social diante da violência.
Ao final do encontro, as participantes enviaram carta à presidente Dilma, onde repudiam a escolha do governo em relação às grandes obras
Entre os dias 27 e 30 de março, mulheres indígenas de 36 povos dos estados da Bahia, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte estiveram reunidas para participar da 2ª Assembleia das Mulheres Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. O encontro foi realizado na aldeia Rodelas, do Povo Tuxá, na Bahia, sob o tema “Fortalecer os saberes das mulheres indígenas para garantir participação política nos espaços de decisões”.
Durante os quatro dias de assembleia, as participantes debateram sobre os seguintes temas: participação política das mulheres indígenas; políticas públicas, grandes empreendimentos de impactos às terras indígenas; reestruturação da FUNAI; transição da saúde indígena para a Secretaria Especial de Saúde Indígena; desenvolvimento sustentável e ATER Indígena; regularização dos territórios indígenas; equidade de gênero e Lei Maria da Penha.
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Com o surgimento da Grande Recife Consórcio de Transporte, que substitui a antiga EMTU, veio a propaganda de um novo modelo de gestão conduzida por um espírito democrático, na qual se elegeriam delegados do povo com o voto direto e estes decidiriam as diretrizes da Grande Recife através de conferências públicas. Em sua primeira conferência, através de Grupos de Trabalhos, foram decididos, de forma democrática, diversos pontos como a acessibilidade às necessidades especiais nos ônibus, porém destaco: 1- Criação e implementação de Tarifa Única (hoje temos vários anéis, e dentro destes Anéis temos – ao contrário do levantado pelo Ministério Público – a passagem mais cara do Brasil, Anel B R$ 3,10); 2- Diminuir os preços das tarifas; 3 – diminuir a taxa de lucro dos empresários e divulgar os lucros atuais; 4 – efetuar licitação das linhas (hoje os empresários do setor detêm o monopólio); 5 – efetuar auditoria nas empresas.
A estrutura das cidades brasileiras e, de um modo geral, das do mundo ocidental, no presente momento histórico, informa um modelo de produção do espaço estreitamente ligado aos processos assimétricos de produção de mais-valia. Esses processos têm como mote, como vimos afirmando: a promoção de desigualdades socioespaciais ocasionada pelo regime de propriedade e, sobretudo, a desigual distribuição e acesso aos bens e serviços necessário à vida digna sobre o espaço.
Isso se verifica, por exemplo, na localização dos principais equipamentos públicos e privados que asseguram melhores condições de vida (hospitais, escolas, espaços públicos, local de trabalho etc.) que, por sua vez, estão sempre alocados próximos às residências das classes sociais mais abastardas e parte dos setores médios. Neste sentido, apenas esses indivíduos tendem a gozar com maior plenitude das benesses do viver urbano. Os demais indivíduos, que não habitam nesses locais mais privilegiados, tendem, na maioria das vezes, a se adequar, de maneira muito mais custosa, aos mecanismos de acesso aos equipamentos provedores do bem estar, pois, por conta do próprio modelo de construção da cidade, foram condenados a morar distantes dessas amenidades, nas bordas periféricas e semi-periféricas dos centros urbanos.
A mobilidade é, dessa forma, um fator decisivo na promoção da igualdade de acesso à esses equipamentos. É insano conceber que quem mora nas periferias, distantes, portanto, das principais amenidades urbanas, deva pagar elevada soma pra se deslocar (sobretudo por meio do transporte público). Pois quando isso ocorre, o valor das pessoas e, conseqüentemente, as oportunidades de vida e de bem-estar, estarão de acordo com o lugar onde vive.
Na verdade, é também insano conceber que um cidadão deva se desdobrar para exercer o seu direito de ir e vir! Assegurar as liberdades individuais e coletivas é um ato de cidadania e de garantia dos direitos humanos, e tudo que vai de encontro a isso deve ser combatido! O aumento das passagens do transporte coletivo, de 8,66%, imposto aos cidadãos pernambucanos nesta semana (desde domingo, 09/01/2011) pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), com o aval da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), é um exemplo de afronta aos direitos e a cidadania, pois repercutirá negativamente na vida de milhares de trabalhadores e estudantes, sobretudo aqueles que necessitam se utilizar do transporte público diariamente.
É por isso que, em respeito ao cumprimento dos direitos dos cidadãos, por uma cidade mais justa, onde a liberdade de ir e vir sejam asseguradas, a Seção Recife da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB/Recife) repudia qualquer aumento na tarifa das passagens. Mais que isso, os Geógrafos da AGB/Recife repudiam a idéia de que um punhado de empresas e instituições, numa postura corporativista, controlem os corpos, decidindo o quanto eles devem se desdobrar para se mover na cidade.
Atenciosamente,
Associação dos Geógrafos Brasileiros / Seção Recife
13 de Janeiro de 2011
A carta abaixo foi produzida coletivamente por crianças da 2ª série da Escola Municipal José Collier de Camaragibe , e direcionada ao Jornal Estilhaço como um requerimento de providências por parte dos governantes em relação aos Trabalhadores Sem Teto, mais especificamente os ocupantes do prédio Trianon.
Carta ao Jornal Estilhaço;
Nós da Escola Municipal José Collier, queremos que a prefeitura deixe os Trabalhadores Sem Teto no prédio Trianon.
Lá dentro moram pessoas idosas, crianças, mulheres grávidas que se saírem de lá vão ter seus filhos na rua e eles vão sofrer. Vocês gostariam que seus filhos vivessem na rua e sofressem?
O prédio estava sem ninguém há muito tempo, essas pessoas entraram e ficaram porque não tinha casa para morar e porque estava vazio. É muito triste tirarem elas de lá e jogar na rua ou longe de tudo. É errado também eles saírem de lá para construção de um shopping. Como essas pessoas vão comprar roupas se elas não têm nem moradia?
Então, nós achamos que essas pessoas só devem sair de lá, se a prefeitura construir moradias para elas no mesmo lugar, com espaço para as crianças brincarem e eles viverem bem, e se tirarem essas pessoas de lá, para jogar na rua e elas morrerem nós vamos culpar vocês.
Nós do 3° Ano B estamos mandando esta carta para ver se o Brasil melhora.
Clique aqui para ver a versão manuscrita da carta.
Recife, 12 de Dezembro de 2010.
Vimos apresentar o posicionamento da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Recife, em relação à proposta de “venda” do terreno de marinha que encerra o complexo estuarino da bacia hidrográfica do Pina, englobando uma das maiores áreas de manguezal urbano do mundo, sendo também caracterizada como Área de Preservação Permanente (APP) pelo Código Florestal, através do art. 2 , f, da Lei Federal n 4771/65.
Sabe-se que os estuários, nos quais estão inclusos os manguezais, correspondem a ecossistemas costeiros onde a interação das águas doces e salinas fornecem condições específicas de relações ecológicas, resultando numa série de serviços à sociedade, como a filtragem de contaminantes, recepção de águas de enchentes, controle da sedimentação à jusante, conservação da biodiversidade, regulação microclimática, receptor da macro drenagem das zonas Sul, Oeste e Sudoeste da Cidade, atividades econômicas e servindo como área experimental para finalidades científicas, pedagógicas, atividades de recreação e ecoturismo.
Pernambuco, Território Pankará, Aldeia Enjeitado, 21 de novembro de 2010
Nós, povos indígenas de Pernambuco, das etnias Atikum, Kambiwá, Kapinawá, Pipipã,Pankararu, Pankararu Entre Serras, Pankará, Pakaiuká e Xukuru, presentes no 23º encontro de professores/as indígenas, ocorrido entre os dias 18 a 21, no território tradicional do povo Pankará, a Serra do Arapuá, município de Carnaubeira da Penha, vimos por meio desta tornar público nosso repúdio referente a reincidência de atos de desrespeito à organização social Pankará pelo poder público municipal.
Desde o ano de 2003 que o movimento indígena e indigenista em Pernambuco tem acompanhado sucessivos atos de violação dos direitos dos Pankará pela prefeitura de Carnaubeira. Violações amplamente documentadas, constatadas pelo Ministério Público Federal e Estadual e Plataforma Dhesc Brasil, monitoradas por agências não governamentais, enfim. E, a maioria das violações cometidas pelo poder público municipal está relacionada às tentativas de impedir que se efetive o direito à educação escolar específica e diferenciada deste povo.
Nós, povos indígenas em PE (Atikum,Kambiwá,Kapinawá,Pipipã,Pankará,Pankararu, Pankararu Entre Serra, Pankaiuká, Truká, Tuxá e Xukuru) nos reunimos durante os dias 18 a 21 de novembro, na aldeia Enjeitado – território Pankará, com a força de nosso pai Tupã e de nossos encantos de luz para discutirmos e decidirmos os rumos da nossa educação escolar, pois desejamos uma melhor qualidade de vida e educação para nossos povos e para as nossas crianças. Neste encontro participaram cerca de 500 professores(as) indígenas e lideranças além de representantes indígenas do povo Xukuru Kariri do estado de Alagoas, a APOINME(Articulação de Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais), o CCLF(Centro de Cultura Luiz Freire) e a Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (Unidade de educação escolar indígena).
Filed under: carta | Tags: agb, Edifício Trianon, ocupação, sem-teto, solidariedade
O arranjo espacial urbano recifense, no presente momento histórico, reflete um modelo de produção do espaço intrinsecamente ligado aos processos de produção de mais-valia. Esse modelo possui como principais características: a promoção de desigualdades socioespaciais ocasionada pelo regime de propriedade e a distribuição desigual dos bens e serviços necessário à vida digna sobre o espaço.
Neste sentido, apenas as classes sociais mais abastardas e parte dos setores médios, gozam das benesses do viver urbano, protagonizando a construção e organização da cidade, numa postura, muitas vezes, corporativista e elitista. Essas classes regram e normatizam a cidade de maneira que não há como acessá-la por outras vias que não através do mercado, diretamente ligado às leis da oferta e da procura. Dessa forma, eles canalizam, restringem e direcionam as possibilidades e os meios de viver na cidade!
Filed under: carta | Tags: agb, despejo, ilhéus, moção de repúdio, pescadores, sirinhaém, solidariedade
Moção de repúdio pela tentativa de expulsão de Maria de Nazareth das ilhas de Sirinhaém e pela imediata criação da Reserva Extrativista Sirinhaém / Ipojuca
O direito de propriedade não pode estar acima do direito à Vida. A memória das lutas enfrentadas, da violência sofrida, do sangue derramado, denuncia o agrohidronegócio como um modelo devastador da natureza, super-explorador do trabalho humano, inclusive com trabalho escravo, concentrador de terra, agua e de renda, como o projeto da morte. O povo do campo grita e resiste em defesa da vida, da natureza, dos valores e cultura camponesa. A agricultura camponesa e seus protagonistas são os verdadeiros guardiões da natureza, das sementes, das águas, da mãe terra, sendo este, um projeto de vida.
Produzida por organizações da sociedade civil pertencentes à ABONG, Articulação AIDS Pernambuco, Articulação de Entidade da Zona da Mata , Fórum de Mulheres de Pernambuco e Fórum Estadual da Reforma Urbana sobre as enchentes ocorridas no estado. Essas organizações estão trabalhando conjuntamente tanto nas questões emergenciais relativas ao atendimento às vítimas, com doações de materiais de segurança, roupas, alimentos etc; como pretendem abrir um diálogo político sobre as causas e conseqüências desta tragédia.
Dez anos atrás, as populações da Zona da Mata de Pernambuco sofreram com enchentes que destruíram casas, comércio, plantações, prédios públicos, ruas, caminhos. Ações emergenciais e de reconstrução foram feitas. Assim, tudo voltou ao seu lugar.
Dez anos depois, as chuvas do inverno nordestino provocaram enchentes em proporções infinitamente mais devastadoras do que em 2000. Uma tragédia da natureza? Não. Uma catástrofe social, política, econômica e ambiental. Uma catástrofe nem um pouco natural.
Filed under: carta | Tags: copipe, indígenas, Kambiwá, Kapinawá, Pankararu, Pankará, Pipipã, professores, Truká, Xukuru
Exmo. Sr. Governador do Estado de Pernambuco
Sr. Eduardo Campos
Prezado Senhor
Nós professores/as gestores/as e lideranças dos povos indígenas Kambiwá, Kapinawá, Truká, Pipipã, Xukuru, Pankará, Pankararu, Entre Serra Pankararu, Pankaiuká e Atikum reunidos no Encontro da Comissão de Professores Indígenas de Pernambuco – Copipe, no período de 04 a 06 de junho de 2010, para avaliar a situação em que se encontra o atendimento educacional da secretaria de educação aos nossos povos, viemos informar e exigir de Vossa Excelência providências para situação que descrevemos abaixo.
As escolas indígenas do estado de Pernambuco foram estadualizadas em 2002. O motivo que levou lideranças e professores a reivindicarem que a Secretaria Estadual de Educação ficasse responsável pela oferta e execução da política de educação escolar indígena no Estado, foram as perseguições que vinhamos sofrendo dos municípios por questões ligadas a luta pela terra e pela política partidária.
Filed under: carta | Tags: najup, ocupação josué de castro, sem-teto, solidariedade
Após cerca de 1 (um) ano e 8 (oito) meses do surgimento da Josué de Castro em um terreno abandonado situado na Av. Recife, é com muita alegria que o NAJUP vem parabenizar esta comunidade por sua mais recente vitória: o processo de reintegração de posse chegou ao fim, com um resultado favorável a todos os moradores da ocupação.
A partir de agora, as inúmeras famílias que construíram aqui as suas casasnão sentirão o medo de um despejo e a angustia de, de repente, não terem onde morar. A partir de agora, este terreno será reconhecidamente de pessoas que antes eram chamadas de sem-teto, mas que nem por agora possuírem um, deixarão de sem-teto ser, pois a causa em que acreditam continua.
Mas não é só. A recente conquista representa um importante passo para a construção de uma cidade menos excludente e para transformação do espaçourbano em um lugar destinado as necessidades humanas, e não aos interesses perversos do capital.