Em 27 de outubro de 2006 Brad foi atingido nas barricadas da insurreição popular de Oaxaca no México. Não por acaso ele estava lá. Brad Will fazia parte da rede Indymedia e chegou no país no início do mês de Outubro para acompanhar as mobilizações em torno da greve de professores que foi o estopim dessa insurreição.
Antes disso Brad também passou aqui pelo Brasil e participou junto ao coletivo CMI-Goiânia na realização de um documentário sobre a ocupação Sonho Real que sofreu uma violenta repressão durante seu despejo.
Com as imagens de sua própria câmera os assassinos foram identificados: paramilitares que atiravam com armas de fogo contra barricadas de paus e pedras. Até o último momento sua câmera estava ligada, junto a resistência de Oaxaca e por um novo mundo.
Amigos e familiares do jovem André Batista Braz, de 18 anos, morto em uma blitz policial no último dia 5 de outubro, no bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, realizam uma passeata em direção ao Palácio do Campo das Princesas, saindo da rua Princesa Isabel. Vestidos com camisas brancas e faixas, eles pedem justiça e dão gritos de ordem contra a polícia.
No percurso eles chegam a parar no meio da avenida, sentam-se, e protestam. O trânsito já começa a ficar complicado, motoristas não param de buzinar. Na Frente da Polícia Civil, que fica na rua da Aurora, eles chegaram a fechar as quatro vias do cruzamento. Os pais do garoto, o comissário de polícia José Antônio Braz e à esposa dele, Margarida Braz, além do irmão da vítima, Marcos André Braz, se reuniram na manhã desta sexta-feira (14) com o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.
A família foi cobrar a resolução do caso e a punição dos policiais envolvidos. Eles não acreditam na versão apresentada pelos soldados de que o tiro teria sido acidental. Segundo o secretário de Defesa Social, paralelo às investigações também está sendo feito o processo administrativo, conduzido pela corregedoria. Ele promete ainda que o inquérito está sendo conduzido de forma isenta. Os policiais envolvidos estão afastados desde o dia da abordagem. O inquérito tem um prazo de trinta dias para ser concluído.
Mídia corporativa: Folha de Pernambuco
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No último domingo, mais uma ciclista foi vítima da violência no trânsito do Recife.
A morte de Sandra Lúcia em Boa Viagem foi mais uma das mortes, que ainda são desconhecidas ou chamam pouca atenção em uma sociedade que parece encarar anestesiada, o impacto da violência no trânsito sobre a morte, principalmente de pedestres e ciclistas, mas também de motociclistas e motoristas.
Os problemas de trânsito tem seu componente de exclusão social bastante acentuados em casos como este no bairro de Boa Viagem. As comunidades, próximas a uma das áreas mais ricas da cidade, possuem uma via expressa que dificulta sua mobilidade. Via expressa, porque a avenida onde aconteceu o acidente é o caminho natural de uma das obras viárias mais controversas em curso no Recife – a Via Mangue, que pretende rasgar o mangue, criando uma via expressa ligando o centro do Recife à zona sul da cidade e região metropolitana numa via expressa sem semáforos, com velocidade de 60Km/h. Com a avenida iniciando-se imediatamente após o final da futura Via Mangue, o processo de isolamento das comunidades tende a acentuar-se, indo além dos carros velozes que ignoram a situação de pobreza na área e do canal que corta o bairro.
Um líder comunitário foi assassinado a tiros em San Martin, Zona Oeste do Recife nessa quarta-feira (8). Francislan Juvino de Paula, 30 anos, conhecido como Rosinho, levou nove tiros e morreu na hora.
Segundo informações preliminares da Polícia Civil, duas pessoas em um carro chegaram atirando. Rosinho atuava como líder comunitário desde que foi liberado pela Justiça da pena que cumpria por homicídio, tentativa de homicídio e tráfico de drogas.
Enquanto os familiares de Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão chegavam para o terceiro dia do julgamento dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, acusados da morte das adolescentes, os familiares e amigos dos réus penduravam cartazes nas paredes. Era um protesto silencioso, onde apenas as fotos e as frases registradas transmitiam a indignação deles.
Todos pediam justiça dizendo que “por mais longa que seja a luta, a vitoria irá chegar”; “maior que aquele que esta contra nós é aquele que está sempre conosco”, essas foram algumas das frases representadas pelos amigos dos kombeiros. Sem se identificar, mas engrossando o coro, a amiga dos irmãos Lira diz que “essa é a maneira que encontramos de ajudá-los. Acredito na inocência deles”, diz.
Mídia corporativa: Folha Digital
Um acidente nas obras de um Shopping em Caruaru, Agreste do Estado, matou um homem e deixou outro gravemente ferido nessa quarta-feira (7). O ajudante de pedreiro Augusto Avelino Neto, 43, teve traumatismo craniano e não resistiu.
Outro ajudante, Marcio Moisés da Silva, 20, teve ferimentos graves e está internado no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru. Nesta manhã de quinta, seu estado de saúde ainda era grave.
Os dois trabalhadores estavam demolindo uma guarita de acesso do Shopping, quando a estrutura cedeu e caiu em cima das vítimas. Ainda não se sabe se os operários utilizavam equipamentos de segurança adequados.
A empresa responsável é a WA Construtora.
Foi controlado o princípio de rebelião ocorrido na manhã deste sábado (19) no presídio regional Dr. Renildo Rocha Leão, em Palmares, na Mata Sul pernambucana. A confusão começou porque um muro interno da unidade foi destruído pelas chuvas desta manhã.
No final da tarde, Viana confirmou que, num confronto entre os detentos, um deles morreu, mas não teve o nome divulgado.
Aliado ao sentimento de insegurança, amigos e vizinhos da família morta acusam a prefeitura de descaso com a comunidade, que fica no bairro da Linha do Tiro, Zona Norte da cidade. A Associação de Moradores marcou um protesto para a próxima segunda-feira, às 7h, na avenida Aurielde Holanda. Eles prometem fechar a avenida. “A gente não pensava que um acidente deste pudesse acontecer na comunidade, porque a barreira parecia estar longe”, disse Marta Maria de Souza, da Associação dos Moradores da Linha do Tiro.
Um operário morreu ao cair em uma caldeira na Usina Norte-Sul, em Palmares, na Zona da Mata de Pernambuco. O acidente ocorreu por volta das 17h30 desta terça-feira (8). Na tentativa de resgatar o colega, outro operário caiu na caldeira e se feriu gravemente, sendo levado para um hospital local.
Os nomes das vítimas ainda não foram revelados.
O Diário Oficial publicou hoje (04), portaria que instala processo administrativo disciplinar contra os três policiais civis acusados de tortura contra o estudante Diego Pereira Cruz, 19, dentro da delegacia de Petrolina, no dia 10 de janeiro deste ano. As agressões ocorreram pouco antes do jovem passar 39 dias preso injustamente por um crime de assalto que não cometeu.
A vítima e o amigo, José Alex Soares da Silva, 19, foram confundidos com assaltantes de um posto de gasolina e acabaram espancados pelas supostas vítimas. O crime resultou na morte de José Alex. Dois agentes da Polícia Civil, Eduardo Madureira Santos e Julio Marcos Macena, e a escrivã Indhira Ribeiro Dantas, são acusados de, pouco antes de conduzir Diego Cruz ao presídio, somar mais traumas à vítima, através de tortura que incluiu espancamento e afogamento em um vaso sanitário.
Será sepultado às 16h, no Cemitério de Santo Amaro, o corpo da líder comunitária Edileide Cavalcanti, 53 anos, assassinada na da tarde de ontem. Edileide foi esfaqueada no pescoço por um homem desconhecido.
Ainda não se sabe ao certo a razão do assassinato. Os vizinhos afirmam que ela era politicamente combativa e talvez haja uma relação com a sua morte.
O dirigente sindical Zito José Gomes, 58 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça hoje pela manhã, na cidade de Pombos. Zito era integrante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiares de Pernambuco (Fetraf-PE) e também líder do acampamento da Usina Nossa Senhora do Carmo, localizado na cidade de Pombos.
De acordo com a coordenação da Fetraf, a vítima teria recebido várias ameças de mortes desde a invasão da propriedade rural. O caso foi registrado pela Delegacia de Pombos, que irá realizar a investigação sobre o crime.
A rebelião começou ontem por volta das 22 horas, depois de 3 dias quando quase outra rebelião ocorreu. Segundo a polícia a causa da rebelião teria sido um problema com o chaveiro (preso que toma conta das chaves das celas) do pavilhão J, e segundo a mãe de um prisioneiro outra razão seria a denúncia de um preso sobre a situação do “galpão”, um espaço bem reduzido com apenas dois banheiros que abriga 180 pessoas.
Para conter os presos a polícia acionou um efetivo de 160 policiais, 40 deles do batalhão de choque. Segundo a imprensa a polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha, mas curiosamente 2 presos foram feridos a balas reais. Assim como no último princípio de rebelião que alguns outros presos foram feridos também à bala. A partir disso o secretário Humberto Viana diz que existem provas de que os presos estariam armadas, mas não questiona a possibilidade de a polícia ter atirado.
O resultado da rebelião foi o “galpão” incendiado, 3 mortos (um a facadas e dois a tiros) e 24 feridos (14 atendidos na enfermaria da prisão e 10 levados ao hospital). Hoje 32 presos serão tranferidos, somando 72 se contarmos os outros 40 que foram transferidos há 3 dias.
Em várias partes do mundo, este é o dia em memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No Recife, 40 cruzes fincadas na areia da praia no 2° Jardim de Boa Viagem lembram as vítimas no Estado. A data ficou marcada depois da morte de 78 mineiros durante uma explosão numa mina dos Estados Unidos, ocorrida, exatamente, no dia 28 de abril de 1969. Nos últimos cinco anos, 40 trabalhadores morreram no Estado de Pernambuco – seis somente este ano.
Além disso, durante a manhã ocorreu uma passeata da sede do sindicato na Rua da Concórdia, em direção à Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde ocorrereu uma audiência pública sobre mutilações e mortes na construção civil de Pernambuco.
Durante a manhã do sábado, dia 03 de abril, cerca de 200 garis fizeram um protesto em frente à empresa Vital Engenharia Ambiental, prestadora de serviço da Prefeitura do Recife. Eles reivindicam o atraso no pagamento dos salários e a morte de um colega, segundo eles, dentro da empresa. Segundo os garis a empresa não prestou o auxílio necessário ao companheiro que acabaou morrendo após um ataque cardíaco.
A empresa diz que não entende a movimentação dos garis pois, segundo ela, os salários estão rigorosamente em dia e o atendimento ao funcionário foi prestado regularmente. Os garis paralizaram suas atividades durante o sábado e a coleta não foi feita.
Trabalho mata.
