Trinta internos da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) de Caruaru fugiram, ontem, depois de fazerem um buraco no muro. Até o fechamento desta edição, apenas oito deles tinham sido recapturados. Outros jovens que não conseguiram escapar da unidade iniciaram um motim. Colchões foram queimados e duas viaturas dos Bombeiros foram acionadas. A fumaça podia ser vista de fora do centro de reeducação, assim como ouvidos barulhos de tiros.
A Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos na unidade.Os amotinados foram controlados em cerca de uma hora e não houve registro de feridos. Segundo agentes penitenciários, a confusão começou na ala dois e se espalhou para a três e quatro. “Eles estavam em recreação, por volta das 16h, quando o tumulto começou”, disse a coordenadora técnica do centro de internação, Cileide Moreira. Neste momento, os jovens arrancaram as grades das alas e ficaram jogando contra o muro, até que o buraco se formou. Enquanto alguns destruíam a parede, outros continham os agentes da Funase, com colchões em chamas. Segundo a coordenadora, apenas a ala dois sofreu danos de estrutura e está fechada.
Poucos dias depois da inauguração da nova sede da Fundação de Atendimento Sócio Educativo Funase, em Caruaru, Agreste de Pernambuco, quatro internos realizaram um motim na madrugada desta sexta-feira (5).
De acordo coordenação da Funase, eles puseram fogo em um colchão, quebraram lâmpadas e um vaso sanitário do pavilhão onde estavam. Dos quatro envolvidos, Jonas Oliveira de Lima, Márcio Belarmino dos Santos e Jhon Lennon Graciliano Nascimento foram ouvidos e encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, ainda nesta madrugada. O menor, que não teve o nome divulgado, continua na Fundação.
Segundo a polícia, o motim foi iniciado por que os internos estavam insatisfeitos com o pavilhão onde foram colocados e reclamavam de desavenças com outros internos do mesmo pavilhão. Eles reivindicavam transferência para outra unidade.
Um grupo de detentos da Cadeia Pública de Gravatá, no Agreste, promoveu um motim na tarde deste sábado, numa forma de protesto contra a superlotação da unidade. Por volta de 14h, os presos atearam fogo em colchões e depredaram as instalações da cadeia, que está parcialmente interditada.
O Batalhão de Choque da PM foi acionado, mas o motim foi encerrado após uma negociação com os presos. Ninguém saiu ferido. A cadeia tem 87 internos, mas só tem capacidade para 18 pessoas. Um grupo de 60 internos foi transferido para as cadeiras de Limoeiro e Palmares. De acordo com o diretor regional prisional Guilherme Azevedo, a cadeia será reformada e ampliada.
Foi controlado o princípio de rebelião ocorrido na manhã deste sábado (19) no presídio regional Dr. Renildo Rocha Leão, em Palmares, na Mata Sul pernambucana. A confusão começou porque um muro interno da unidade foi destruído pelas chuvas desta manhã.
No final da tarde, Viana confirmou que, num confronto entre os detentos, um deles morreu, mas não teve o nome divulgado.
Seis adolescentes iniciaram um motim na noite de ontem, sexta-feira, os motivos ainda não foram revelados mas acredita-se que a superlotação seja uma razão da insatisfação das internas. A Funase tem capacidade para 10 internas, no entanto, atualmente, abriga 40, e dois recém-nascidos filhos de adolescentes. Alguns colchões foram queimados e as chamas se alastraram por todo um quarto, logo depois foi contida pelos funcionários. Ninguém ficou ferido. Três garotas, acusadas de terem ateado o fogo, foram encaminhadas à GPCA e acusadas por danos ao patrimônio público.
Menos de uma semana após um motim que deixou três mortos e 24 feridos, mães e esposas de detentos se juntaram em frente ao Presídio Professor Aníbal Bruno, em Tejipió, no final da tarde deste domingo (16). A tensão no local começou por volta das 15h30, meia hora antes do fim do horário de visitas. Além de um toque de sirene, os detentos pediam que as mulheres saíssem do prédio porque uma nova rebelião estaria para começar.
As mulheres pediam a retirada do Batalhão de Choque de dentro do presídio, no entanto o diretor dizia que não era o Choque que estava lá e sim um efetivo de policiais com coletes a prova de bala para ajudar na contagem.
Alguns meios de comunicação querem dizer que o motivo dos motins foram brigas internas, mas com brechas nas matérias podemos perceber que existe uma insatisfação dos detendos para com a direção e outras irregularidades do presídio.
A rebelião começou ontem por volta das 22 horas, depois de 3 dias quando quase outra rebelião ocorreu. Segundo a polícia a causa da rebelião teria sido um problema com o chaveiro (preso que toma conta das chaves das celas) do pavilhão J, e segundo a mãe de um prisioneiro outra razão seria a denúncia de um preso sobre a situação do “galpão”, um espaço bem reduzido com apenas dois banheiros que abriga 180 pessoas.
Para conter os presos a polícia acionou um efetivo de 160 policiais, 40 deles do batalhão de choque. Segundo a imprensa a polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha, mas curiosamente 2 presos foram feridos a balas reais. Assim como no último princípio de rebelião que alguns outros presos foram feridos também à bala. A partir disso o secretário Humberto Viana diz que existem provas de que os presos estariam armadas, mas não questiona a possibilidade de a polícia ter atirado.
O resultado da rebelião foi o “galpão” incendiado, 3 mortos (um a facadas e dois a tiros) e 24 feridos (14 atendidos na enfermaria da prisão e 10 levados ao hospital). Hoje 32 presos serão tranferidos, somando 72 se contarmos os outros 40 que foram transferidos há 3 dias.
Uma briga interna entre detentos do pavilhão J provocou um princípio de rebelião na manhã desta terça-feira (11) no Presídio Aníbal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife. Dois detentos ficaram feridos e um foi espancado.
Cinco viaturas da Polícia Militar foram enviadas ao local. Os policiais tiveram que dar tiros para cima para poder conter os detentos. O motim começou por volta das 9h30.
O preso Rinaldo Luis de Oliveira Junior, 26 anos, chegou a ser espancado e foi atendido no presídio. Também ficaram feridos Alan Arruda Guedes, 31, que foi baledo na cabeça, e Marconi dos Santos Golveia, 28, que levou um tiro na perna. Os dois foram encaminhados ao Hospital Otávio de Freitas, no Sancho.