Cerca de 250 trabalhadores do Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, bloquearam a rodovia estadual PE-28 na manhã desta quarta-feira (27) para reivindicar melhores condições estruturais na via. Os manifestantes usaram pneus e madeiras para fazer o bloqueio. A estrada liga o porto a algumas praias na região, onde vivem os funcionários.
Por causa das condições da via, eles são obrigados a trafegar com velocidade reduzida. Segundo a tentente Wedja Costa, da Polícia Militar (PM), algumas pessoas chegaram a ser demitidas por causa dos atrasos.
A rodovia ficou interditada durante toda a manhã e o protesto só terminou por volta das 13 horas, com a chegada do diretor interino do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PE). Segundo a assessoria de imprensa do DER, as obras de conservação e recuperação do trecho tinham início previsto para o dia 9 de maio, mas a negociação com as lideranças resultou em uma nova data. Hoje foi deslocada uma frente de trabalho para tapar emergencialmente três buracos e as obras começarão amanhã.
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A superexploração e ganância patronal, reforçada pela repressão desencadeada contra os operários no complexo industrial e petroquímico de Suape, não arrefeceu o ânimo e a combatividade dos trabalhadores.
Nos canteiros de obras, Odebrecht, Camargo Correia, Queiros Galvão, Galvão e Pampulha Engenharia, entre outras grandes empresas, imprimem ritmo desumano de trabalho.
Os operários denunciam constantes humilhações e abusos cometidos pelos patrões e capatazes das empresas nos canteiros:
— Somos chamados de cachorros por encarregados, gerentes e patrões — protesta um operário na fila para o almoço, acrescentando em seguida — Quando reclamamos, do péssimo tratamento, das horas extras que quase nunca pagam e das péssimas condições de trabalho, eles gritam com a gente coisas como: “vocês eram cortadores de cana, passavam fome e hoje tem profissão e salário, tão reclamando de que? Até fardinha vocês tem.” Veja que absurdo! — indigna-se o trabalhador.
O Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) realiza audiência nesta quinta-feira (7 de abril), às 8h, para tentar resolver o impasse sobre o desconto das horas paradas dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape. Embora a justiça tenha autorizado o desconto em decisão no último dia 29 de março, a questão ficou de ser negociada com os patrões pelas lideranças sindicais do movimento. No entanto, após nove dias do julgamento, a questão parece não ter sido negociada. O próprio MPT-PE diz ter tomado conhecimento de que alguns trabalhadores foram demitidos com os descontos, causando descontentamento entre a categoria, que, inclusive, ameaça parar novamente as obras.
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A manhã desta terça-feira (22) foi de protestos no Complexo de Suape, no Litoral Sul do Estado. Um trecho da estrada de acesso às obras foi bloqueado e os operários voltaram a se reunir no canteiro de obras porque não aceitaram as propostas feitas pelas empresas, envolvidas na construção da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape.
Os funcionários querem R$ 160 de vale-alimentação e também o pagamento de 100% de hora extra aos sábados. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada, quase 25 mil pessoas pararam de t
rabalhar.
Na tarde desta terça, os advogados do sindicato disseram que vão entrar com um pedido no Tribunal Regional do Trabalho para que a greve seja considerada ilegal. Eles querem que os operários voltem ao serviço.
Além disso, uma nova audiência com o Ministério Público do Trabalho foi marcada para tentar resolver o impasse. O encontro será realizado às 15h desta terça.
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O consórcio Conest é composto pela OAS e a Odebrecht, que são responsáveis pela construção das unidades UHDT e UDA da refinaria Abreu e Lima no Complexo Industrial e Petroquímico de Suape. Ali também se instalaram, operando dentro dos mais de 13 mil hectares, outras empresas do ramo da construção pesada, como a gigante Queiroz Galvão e outras terceirizadas, um conjunto variado de transnacionais que abrangem vários ramos de indústrias, além do estaleiro e do complexo portuário.
Neste mosaico de exploração, a concentração de operários é massiva, os salários são miseráveis e os trabalhadores têm seus diretos mais básicos pisoteados.
Um operário da OAS que não quis se identificar relatou: “Nos trazem comida que nem um porco come, é estragada, podre mesmo, até tapurú (larvas) e as moscas ficam rondando e somos obrigados a comer… Além do mais as marmitas vêm com pouca comida e não podemos repetir, é uma pra cada um. Já os encarregados, gerentes, engenheiros e pessoal técnico, comem bem, comem em lugar separado, e a comida deles é sadia, além de poderem comer o quanto quiserem”.
Outro operário da Pampulha Engenharia, terceirizada da Odebrecht, nos conta que enfrentam “uma fila quilométrica com mais ou menos 9 mil companheiros pra almoçar” e que só tem uma hora para comer. Um outro funcionário alega que foi demitido por reclamar da comida, do salário e do pagamento das horas extras. Ao procurar o sindicato: nova decepção.
Foi positiva a reunião entre a comissão de trabalhadores da Refinaria de Suape e os empregadores nesta quarta-feira (16). Ficou decidido que os funcionários, paralisados desde o último dia 9 desse mês, retornarão aos seus postos de trabalho na manhã desta quinta.
Segundo o presidente da comissão, José Adalberto da Silva, a reunião serviu para legitimar um processo de negociação que ainda deverá continuar. Amanhã, eles se reunirão em assembleia com a Federação Nacional da Construção Civil para apresentar todos os conflitos.
Adalberto afirmou que “uma maioria significativa voltará ao trabalho”, mas que a expectativa é que a totalidade dos trabalhadores retomem as atividades nos próximos dias. “Estamos no processo de convencimento entre nossos companheiros para mostrar que essa é a melhor maneira encontrada de atingir nossos objetivos”, disse.
O grupo reivindica melhores condições de trabalho e reajuste em alguns benefícios, como aumento no vale-alimentação. Durante um protesto no último dia 9, eles fecharam a PE-60, em frente à portaria 2 da refinaria da Petrobrás, em Suape, no Grande Recife. Durante a manifestação, um operário foi baleado na boca e outro ficou ferido.
Para os operários, o tiro partiu de um dos seguranças da refinaria.
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Acontece na tarde hoje, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/PE), na Rua 48, bairro do Espinheiro, uma audiência entre o Consórcio Conest, responsável pela construção das unidades UHDT e UDA da Refinaria Abreu e Lima e representantes da categoria de operários para discutir a greve e as reivindicações da classe.
A reunião está marcada para as 13h. Foram notificados pelo MPT a Petrobras, o consórcio responsável pela execução da obra (Odebrecht e OAS), o Sinicon, o Sintepav, o Governo do Estado (Secretaria de Articulação Social, Trabalho, Defesa Social e Desenvolvimento Econômico), a SRTE e Prefeitura de Ipojuca.
Ontem o procurador-chefe do Trabalho, Fábio Farias, recebeu grupo de trabalhadores da obra. Entre os temas tratados estiveram a retomada dos serviços parados, a estabilidade dos trabalhadores e a apuração de um protesto que terminou com trabalhador baleado.
Segundo a Odebrecht, os 840 trabalhadores alojados, que não residem no Recife ou na Região Metropolitana, permanecerão em suas residências até serem convocados para retornar aos canteiros de obras.
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Funcionários elegem comissão independente do Sintepav e mantêm paralisação nas obras feitas pela Odebrecht
Mas ´as batalhas` não param por aí. Parte dos operários que não deseja voltar ao trabalho elegeu uma comissão com 8 representantes e já está envolvida com outro sindicato. Desta vez, eles estão buscando o apoio no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e da facção política Conlutas. Os trabalhadores questionam a legitimidade da entidade que representa a categoria, o Sintepav-PE.
| Cerca de quatro mil trabalhadores da obra da Refinaria Abreu e Lima entraram em greve nesta segunda-feira (14). Os trabalhadores de uma das empreiteiras responsável pela construção da Refinaria paralisaram suas atividades pela manhã e se reuniram em assembleia. Na reunião, os operários reivindicaram mais alojamentos, ampliação do refeitório e equiparação salarial com funcionários que trabalham em outros estados do país. Segundo eles, os operários em outras cidades ganham duas vezes mais que os que trabalham em Suape. A greve é por tempo indeterminado e os representantes da classe pretendem ir no Ministério do Trabalho, na rua 48, e depois seguem para o palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (14), onde pretendem se reunir com o governador Eduardo Campos. |
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