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Depois de quatro dias de reuniões e negociações com o INCRA e secretarias do governo, cerca de mil trabalhadores e trabalhadoras de várias regióes do Estado, acampados no INCRA Recife, desde o dia 23 de agosto, saíram em marcha pelas principais avenidas da capital agora pela manhã rumo ao Palácio do Governo para entrega da pauta de reivindicações.
Fonte: Comunicação MST-PE
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Em São Lourenço da Mata, cidade pernambucana que sediará a Copa do Mundo de 2014, está localizado, a 19 km de Recife, mais um acampamento do Movimento Sem Terra do país. 326 famílias estão alojadas em pequenas casas de taipa. Cada uma tem a sua moradia provisória, mas todas compartilham um sonho: a terra própria. A bandeira vermelha hasteada balança, e, na estradinha que dá acesso ao acampamento, a primeira visão é de uma lona de circo armada. Circo que não tem a ver com os acampados, mas, pela proximidade geográfica, até parece ter. Não existe infraestrutura: as casas, um espaço de convivência comunitária e o roçado de cada família, só. As crianças estudam no próximo e pequeno distrito de Matriz da Luz, e assim se leva a vida no acampamento Maria Paraíba desde fevereiro de 2010.
O MST se estruturou no Brasil na década de 1980, quando alguns camponeses decidiram lutar pela idéia da qual há algum tempo haviam se convencido: a ocupação de terras é legítima e fundamental na batalha contra a desigualdade social. Países ditos desenvolvidos, como os Estados Unidos, começaram a promover a reforma agrária ainda no século XIX. “O Brasil mal começou”, diz o senhor Otávio Pedro, 68 anos, que tem um barraco no Maria Paraíba e admira a organização do MST. Assim como outros acampados, Seu Otávio não dorme todos os dias no acampamento, pois tem também uma casa em Matriz da Luz. O senhor de 68 anos diz que não precisa tanto de um pedaço de terra, mas que está ali para ajudar os companheiros a conseguirem o seu roçado. Nele o princípio de coletividade é vivo, assim como no senhor Severino Araújo, que, mesmo aos 58 anos de idade, pretende acompanhar o MST sempre que necessário: “Assim como os outros lutaram por mim, vou lutar por eles também”.
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No último sábado dia 24 de julho, cerca de 100 famílias dirigidas pela Liga dos Camponeses Pobres, apesar do clima tenso por parte do latifúndio e seus pistoleiros, retomaram a fazenda Peri-peri, propriedade do Grupo da Fonte.
Com muita disposição de luta e muita esperança em poder tirar do trabalho na terra uma vida melhor, se dispuseram a enfrentar todo o perigo, cortaram a cerca e entraram na fazenda, acreditando na luta com única forma de vitória. Já estão construindo seus barracos, e cada vez mais pessoas estão chegando. Os camponeses da LCP de Lagoa dos Gatos se encheram de alegria e entusiasmo, por essa retomada, que muitos diziam ser impossível.
Foi uma vitória, uma grande conquista, e cada vez mais fica provada, a força e a coragem dos camponeses, como elemento fundamental, no processo de transformação social desse país e do mundo.
Mais de 2.400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizaram um protesto no centro do Recife, na manhã desta segunda-feira (19), como parte da jornada nacional ‘Abril Vermelho’.
Na capital, o movimento foi dividido em três ‘colunas’: a Abreu e Lima, localizada na Avenida Abdias de Carvalho, a Eldorado dos Carajás, na Avenida Caxangá e a Luiza Ferreira, na Avenida Norte. Todos os grupos seguiram em direção à Agamenon Magalhães, que teve sempre um dos dois sentidos fechados durante pelo menos duas horas, durante a concentração dos manifestantes, em frente à Praça do Derby.
O trânsito permaneceu parado, com reflexos em todas as conexões com o centro do Recife. As avenidas Conde da Boa Vista, Caxangá, Abdias de Carvalho e Norte ficaram congestionadas e os efeitos puderam ser sentidos, da zona sul, na saída de Boa Viagem, próximo à Ponte do Pina à zona norte, na saída de Olinda, na PE-15.
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A sede do INCRA em Recife, avenida Rosa e SIlva, foi ocupada este sábado por cerca de 500 manifestantes e pretende se estender até sexta-feira, apareçamos e nos solidarizemos.
Também mais outra ocupação ocorreu esse sábdo, só que em Moreno. Desta vez, o local ocupado foi Engenho Fundão, da Usina Auxiliadora, no município de Moreno, Região Metropolitana do Recife.
Segundo alguns jornais as ocupações realizadas pelo MST dessa primeira semana do Abril Vermelho já chegam a 23.
Segue a luta do Abril Vermelho.
As ocupações foram na Fazenda da Granja, em Arcoverde, no Sertão, no engenho Camaçari, em Pombos, no Agreste, e no engenho Manguinhos, em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul.
Já chega a 18 o número de ocupações em 4 dias.
Em Glória do Goitá, a 46km do Recife, representantes das famílias que vivem no assentamento Canavieira ocuparam a prefeitura da cidade. Eles ficaram no local por cerca de três horas e reivindicavam a retirada de um aterro sanitário do município da propriedade em que moram. Segundo informações do MST, as mobilizações ocorreram de maneira pacífica.
O lider do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, comentou as ações da jornada. “As ocupações vão ocorrer durante toda a semana. Vamos continuar agindo, principalmente nas regiões mais conflituosas. E vamos fazer outros atos como o de Glória do Goitá”, contou. Amorim não quis adiantar as ocupações de hoje, mas afirmou que no próximo sábado o foco sai do campo e chega à capital pernambucana. “Sábado vamos colocar um acampamento no Recife. Ainda não definimos o local, mas vamos ficar por tempo indeterminado, até que haja uma rodada de negociações com o governo e o Incra”, prometeu.
Dando continuidade a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária o número de ocupações do MST suibiu para 15 nesta segunda-feira.
Segue a lista desta segunda-feira: Engenho Curupati, em São Lourenço da Mata; Engenho Pará, em Camutanga; Fazenda Passarinho, em Ibimirim; Fazenda Taquari, em Passira; Fazendas Cacimba Nova e do Meio e Aipueira, em Belém do São Francisco e a Fazenda Jatinã, em Itacuruba.
Balanço geral das ações em Pernambuco até então…
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, neste domingo, oito fazendas em Pernambuco. As ações marcam o início da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária no estado.
De acordo com o MST, a Jornada acontece todos os anos no mês de abril em memória dos 19 trabalhadores rurais Sem Terra assassinados no Massacre de Eldorado de Carajás, durante operação da Polícia Militar, no município de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. O dia 17 de abril, data do massacre, tornou-se o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
As ocupações deste domingo foram realizadas na Zona da Mata, Agreste e Sertão. A maior parte, porém, ocorreu no Sertão, onde houve quatro ocupações. Em Tacaratu, 350 famílias ocuparam a Fazenda Salgadinho. Já em Custódia, foram 120 famílias na Fazenda Marreco. A Fazenda Cero II, localizada em Ipubi, foi tomada por quase 200 famílias, e, em Petrolina, cem famílias ocuparam a fazenda Lagoa de Pedra.
Na Zona da Mata, famílias sem terra ocuparam três locais. Em Maraial, Mata Sul, cem famílias ocuparam o Engenho São Salvador. Em Moreno, 130 famílias reocuparam o Engenho Poço de Anta - o local, pertencente à Usina Bulhões, já havia sido ocupado em 2000. Já em Gameleira, quase 80 famílias estão no Paca.
No Agreste, foi realizada uma ocupação – da Fazenda Amarela, em Jataúba – por 130 famílias sem terra.

