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Recife Resiste e Revocultura se encontraram numa noite de muito rock, oficinas, correria, intervenções e arte nessa sexta-feira 16 de setembro. Foi massa, galera! Agradecemos a todxs que contribuíram com o bar, levando as cervejas, arrumando antes e depois, ao catador de latinhas, a todas as cosmogirls e dead lindas, aos cosmoboys e aos dead lindos e as tangerinas azuis e rosas, lilás, verdes e negras…
É por conta do resultado dessas cooperações que cada vez mais se solidifica este projeto de uma rádio autônoma com muita troca sobre música, política e lisergia no cotidiano recifense. E é só o começo.
No mais, fazemos das palavras do Revocultura as nossas.
Resistir!
A UFRPE vem se comportando subalternamente as políticas governamentais e abraçando todas as reformas impostas pelo PT e aliados. Ela está mergulhada num modelo educacional que subjuga a comunidade acadêmica e ainda oferece condições que limitam sua autonomia. O conselho universitário é realizado de portas fechadas, o estatuto que rege a universidade data do período da ditadura militar, o plano político pedagógico é uma copia mal feita de outras universidades publicas e a famosa expansão universitária, uma vez que se considere às obras que estão em processo em todo o Brasil, tem o maior índice de obras paradas.
O governo federal tange a “Rural” como boiada e os gestores se comportam feito vaqueiros. Tomamos como exemplo o campus ampliado do cabo de Santo Agostinho que só vem para atender os interesses dos grandes capitalistas. Podemos também mencionar os pequenos (grandes) problemas da universidade, dentre os quais, tomamos como exemplos o esgoto do restaurante universitário que está sendo despejado na comunidade vizinha; o edifício CEAGRI II, que por sua vez, já rachou com dois anos de uso e sofre consequências diretas da chuva- alagamento. E por fim, embora não menos importante, o restinho de mata atlântica que está sendo derrubada em nossa universidade.
Passados exatos 2 meses do último Revocultura, uma ousada definição, se é que ela é possível.

Breve relato do Afroruptura:
“O Afroruptura também venceu. Mesmo que não saibamos, ao certo, e ainda, o que significa vencer. Muitas atividades na cidade foram marcadas para o mesmo dia, simultaneamente ao Revocultura, e o público terminou se dividindo. Mas só temos a comemorar, são mais espaços autônomos e empenhados na ruptura que estão surgindo. e nessa onda de recriação, estávamos lá, no dia 11 de junho, no Museu da Abolição, revoculturando.
Algumas oficinas não rolaram, o almoço só conseguiu sair no fim da tarde. Mas a música não cessava. A velha lona do Revocultura estirada no chão, pessoas deitadas, conversando ou jogando gamão. Capoeira angola. Pintura na parede, cota para o refrigerante, yoga no começo do dia, estúdio livre no começo da noite. sabíamos que a proposta de programação podia mudar totalmente, e mudou. mas ninguém disse que não podia mudar. O Revocultura significa apostar no (e sobreviver do) caos dinâmico e autônomo dxs agentes da festividade.”
(escrito em 15 de junho)
Para ver a programação completa e como se inscrever nas oficinas é só clicar aqui.
Vivemos num modelo social onde tudo vira mercadoria. A arte, o amor e a alegria viraram reles produtos da indústria cultural, nas prateleiras mais próxima da sua casa ou num simples click do seu mouse.
Mas a dura realidade é que quem está sendo consumido é você!
Sendo assim, o Revocultura convoca todxs que acreditam que a arte e cultura têm que ser livre para mais uma reunião.
Onde? No diretório acadêmico de Ciências Sociais da UFRPE
Quando? 23/03/11
Que horas? 17h
Na UFRPE (21/12):
HORÁRIOS:
11h: Mística
12h: almoço coletivo( traga a vasilha e a comida *)
Numa manha de céu azul na cidade do recife, e com o caos dos
engarrafamentos rotineiros, se deu inicio no bosque sagrado da UFRPE, no Campos de Dois Irmãos ,o REVOCULTURA. Os participantes foram chegando aos poucos e logo realizando alguma atividade, pegando lenha para fogueira, limpando o ambiente e ornamentando o bosque com poesias, máscaras e intervenções artísticas.
As oficinas foram sendo oferecidas de forma livre logo pela parte da manhã e se intensificando pela parte da tarde. Foram oferecidas oficinas de máscara, vazados, tingimento de camisas, confecção de cestas de náilon e pintura a tinta óleo. O almoço vegetariano, feito por estudantes da rural, foi servido às 13 horas, sendo cobrada uma taxa de 2 reais,mas nem todos contribuíram. Após o almoço, a grande maioria dos participantes do Revocultura formaram um grande círculo em que pandeiros e cavaquinhos tornaram-se presentes através das canções que embalaram conversas e descanso dos que estavam aproveitando o Bosque.
Infelizmente, a proposta inicial de realizar o CINELIVRE no bosque não foi efetivada, gerando um esvaziamento desta atividade na sala de aula. O sarau, realizado a noite, foi relativamente tímido,pois, muitos dos participantes do festival tiveram que assistir aula. Fazendo uma análise do evento, o saldo do festival foi positivo. Assim, servirá como primeiro passo para que o nosso Bosque, que já é visto como um ambiente de socialização, seja preservado; e para uma impulsionar uma futura intervenção na ocupação do Trianon.
No dia 19 de novembro acontecera o revocultura: festival de arte e cultura livre, no campos de Dois Irmãos da UFRPE (BOSQUE). O evento, organizado por estudantes da UFRPE, terá como objetivo fomentar a arte e a cultura como ferramenta de transformação social, procurando construir a aproximação da arte e cultura da universidade e dos movimentos sociais contra-hegemônicos.
A nossa expectativa é de que o maior número de pessoas da comunidade acadêmica se sensibilize com este evento. Pois, consideramos uma possibilidade de formação pessoal e social dxs futuros profissionais, uma vez que elx poderá confrontar e vivenciar as práxis de diversas perspectivas de expressões artísticas.
Na programação do revocultura está previsto a realização de diversas oficinas, as que já estão confirmadas são: danças circulares, teatro político, cinelivre, confecção de camisas e construção de faixas e vasados.




