recife resiste!


Polícia de Pernambuco é condenada por outdoors contra MST
01/12/2010, 11:41
Filed under: notícias | Tags: ,


Uma decisão do Ministério Público de Pernambuco obriga a Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar/Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (AOSS) e a empresa de outdoors Stampa, a veicular 21 outdoors com mensagens de promoção e defesa dos direitos humanos e da Reforma Agrária

Arte será definida pelo MST e aprovada pelo Ministério Público.

A entidade, atualmente denominada Associação dos Militares de Pernambuco (AME), terá ainda que publicar retratações públicas ao MST no Diário Oficial, no jornal interno da policia militar e no página na internet da associação. A contrapropaganda deve ser veiculada a partir de março de 2011.

A decisão é resultado do Termo de Ajustamento de Conduta no procedimento administrativo Nº 06008-0/7, no Ministério Público de Pernambuco.

O pedido foi apresentado pela organização de direitos humanos Terra de Direitos, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo MST por danos morais e direito de resposta contra a AOSS, em virtude da “campanha publicitária” contra o MST realizada pela Associação em 2006.

A AOSS distribuiu nas principais vias públicas do Recife e nas rodovias do Estado de Pernambuco outdoors e jornais, além de propagandas nos horários nobres das rádios e televisões, peças com conteúdos difamatórios e preconceituosos contra os Sem Terra.

Nos outdoors, veiculava-se a seguinte mensagem: “Sem Terra: sem lei, sem respeito e sem qualquer limite. Como isso tudo vai parar?”

A campanha tinha o claro objetivo de criminalizar o MST e seus militantes e deslegitimar a luta pela Reforma Agrária dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, incitando a sociedade e os próprios policiais militares à violência contra os Sem Terra.

À época da campanha, o presidente da AOSS era o atual deputado estadual Major Alberto Jorge do Nascimento Feitosa, que assinou pessoalmente os materiais da campanha junto com a associação.

Durante inquérito para apurar o caso, o Ministério Público ouviu representantes da AOSS e das organizações de direitos humanos.

De acordo com o depoimento do capitão da PM-PE Vlademir José de Assis, que assumiu a presidência da AOSS depois da saída do Major Feitosa, a campanha foi financiada por grupos empresariais, proprietários de empresas de TV e políticos pernambucanos.

O Ministério Público considerou a campanha um abuso aos direitos humanos e um desrespeito aos princípios constitucionais de liberdade de reivindicação e de associação, e acima de tudo, uma ofensa à dignidade da pessoa humana.

Da página do MST.

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7 Comentários so far
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tinha q ser a AME

Comentário por emanuele

um dia desses tava conversando com uma mulher da folha de pernambuco e ela dizendo que lá, uma das regras ‘discretamente explícitas’ era de não publicar nada que fosse positivo acerca dos sem-terra, apenas o que se relacionasse a violência. eu já tinha observado isso de o jornal ser totalmente tendencioso, mas o fato de já ser pré-estabelecido me chocou. fica cada vez mais clara a influência dos financiadores.
acho massa que o ministério público tenha tido essa postura, considerando o jeito que as coisas vão, foi quase inesperado

Comentário por Clarissa

O MST mata, sequestra, invade, agride, danifica e mantém pessoas em cárcere privado! Nem sequer existe legalmente e deve agora ganhar imunidade de crítica! O Promotor que firmou esse TAC é uma vergonha para o Parquet!

Comentário por Daniel Aquino

Daniel, cuidado para o Ministério Público não firmar um TAC para esse teu comentário!

Comentário por Guivaldo

Bom, Daniel, o seu comentário mostra o quão destrutivo e difamatório segue sendo o conservadorismo discriminatório e retrógrado que ainda contamina inúmeras regiões do nosso país e os canais que usam para se propagar.
Sempre foi um costume abusivo e grotesco tratar e lidar com os movimentos sociais, não importando quais sejam, como combate a banditismo, baderneiros, desordeiros.
Não acredito nos mandos e desmandos de qualquer grupo, seja político, social, etc.
Não acredito em lutas que matam inocentes. Mas ACIMA DE TUDO, não acredito no uso e abuso do aparelho de repressão do estado (polícia, exército, etc) por parte de “poderosos” – entre políticos, latifundiários e empresários – sobre os movimentos sociais e associações que lutam por uma real mudança na concentração de renda em nosso país.
Uma coisa que é MAIS do que óbvia, além da histórica exclusão social no nosso país e a infame apropriação da esfera pública política/estatal por parte certos grupos e família há inúmeras décadas, é a MANIPULAÇÃO de informações por parte daqueles que detêm o controle midiático em nosso país e sua estreita relação com inúmeros políticos e governantes.
Não acredito que o MST nunca tenha cometido qualquer falha ou mesmo seja inocente de todas as acusações. Mas simplesmente sei dos abusos que os “poderosos” e seus “capangas” têm feito contra esse movimento país afora, promovendo chacinas, espalhando ameaças, e dificultando o acesso à terra ao trabalhador rural brasileiro.
É muito difícil saber de fato como as coisas vêm acontecendo através de uma imprensa nacional ainda tão ‘mandada e desmandada’, guiada por interesses outros que não apenas o de informar e esclarecer a realidade lá fora da forma mais imparcial possível.
Prefiro errar com aqueles que lutam por mudança e justiça social do que seguir compactuando com grupos que são capazes de tudo para continuar na posição que já ocupam, promovendo um modelo de sociedade ilusório e excludente que segue alimentando sua própria destruição via violência, corrupção e destruição ambiental.

Comentário por Renato Pereira

Vê-se que a justiça ainda existe em nosso Brasil. Bom ver que magistrados compreendem a importância da luta pela terra, da reivindicação legítima de direitos humanos negados há séculos.

De 1985 a 2009 foram assassinados 1500 posseiros e agricultores sem-terra, e o camarada acima (o Daniel) tenta jogar no colo do MST a culpa pela violência no campo.

Se pensarmos que somente a partir de 1970 iniciaram-se as ocupações de terra no Brasil, temos pelo menos 450 anos de atraso na luta pela terra.

Viva o MST!

Comentário por Douglas Ciriaco

Vê-se que a justiça ainda existe em nosso Brasil. Bom ver que magistrados compreendem a importância da luta pela terra, da reivindicação legítima de direitos humanos negados há séculos.

De 1985 a 2009 foram assassinados 1500 posseiros e agricultores sem-terra, e o camarada acima (o Daniel) tenta jogar no colo do MST a culpa pela violência no campo.

Se pensarmos que somente a partir de 1970 iniciaram-se as ocupações de terra no Brasil, temos pelo menos 450 anos de atraso na luta pela terra.

Viva o MST!

Comentário por Douglas Ciriaco




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