recife resiste!


MST dá início à Jornada de Lutas em Pernambuco

Na manhã de hoje (14), cerca de 80 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a fazenda Santa Rita, no municipio de São
Bento do Una, agreste pernambucano.

A ocupação dá incício às ações da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária no Estado de Pernambuco. O MST promete pelo menos mais 15 ocupações
de latifúndios improdutivos no estado nos próximos dias.

Dívida com a Reforma Agrária em Pernambuco

Os trabalhadores rurais Sem Terra de Pernambuco exigem que a superintendencia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria (INCRA) do estado cumpra com a função pelo qual ele foi criado.

Segundo o estatuto regimental do INCRA, sua primeira finalidade é “promover e executar a reforma agrária visando a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social”. Com as ocupações de terra trabalhadores rurais esperam pressionar para que o Instituto cumpra a finalidade pela qual existe.

O próprio INCRA de Pernambuco, 57% dos latifúndios cadastrados no órgão são IMPRODUTIVOS, o que dá um total de 411.657 ha de terras improdutivas no estado, área suficiente para assentar as 23.000 famílias que vivem hoje acampadas em todo o Estado. Isso sem contar as áreas devedoras da União e que desrespeitam a legislação trabalhista e ambiental, e que são, portanto, passíveis de desapropriação para Reforma Agrária, segundo a Constituição Federal.

Apesar disso, das 15.000 famílias do MST que vivem em acampamentos, muitas estão acampadas há mais de cinco anos, vivendo em situação bastante difícil
à beira de estradas e em áreas ocupadas, que são vítimas da violência do latifúndio e do agronegócio.

REIVINDICAÇÕES NACIONAIS

A Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária acontece em todo o Brasil, e seguirá até o final desse mês. O MST exige o assentamento das 100 mil
famílias acampadas até o final deste ano; que o governo apresente um plano de metas de assentamentos em áreas desapropriadas até 2014; um programa de
desenvolvimento dos assentamentos, com investimentos públicos, crédito agrícola, habitação rural, educação e saúde; e medidas para garantir educação nos assentamentos, com a construção de escolas nos assentamentos, um programa de combate ao analfabetismo e políticas para a formação de professores no meio rural.

Mais informações:

Rozana Conceição – MST/PE – 81.9717 6094

Fonte:  Setor Comunicação MST-PE

Setor Comunicação MST-PE
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MST dá início a jornada de lutas em Pernambuco

Cerca de 80 famílias do MST ocuparam a fazenda Santa Rita, no municipio de São Bento do Una, agreste pernambucano, na manhã desta quinta-feira.

A ocupação dá incício às ações da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária no Estado de Pernambuco.

De acordo com o Incra de Pernambuco, 57% dos latifúndios cadastrados no órgão são improdutivos, o que dá um total de 411.657 hectares de terras improdutivas no estado.

Essa área é suficiente para assentar as 23.000 famílias que vivem hoje acampadas em todo o Estado.

Isso sem contar as áreas devedoras da União e que desrespeitam a legislação trabalhista e ambiental, e que são, portanto, passíveis de desapropriação para Reforma Agrária, segundo a Constituição Federal.

Apesar disso, das 15.000 famílias do MST que vivem em acampamentos, muitas estão acampadas há mais de cinco anos, vivendo em situação bastante difícil à beira de estradas e em áreas ocupadas, que são vítimas da violência do latifúndio e do agronegócio.

A Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária acontece em todo o Brasil e seguirá até o final desse mês.

O MST exige o assentamento das 100 mil famílias acampadas até o final deste ano; que o governo apresente um plano de metas de assentamentos em áreas desapropriadas até 2014; um programa de desenvolvimento dos assentamentos, com investimentos públicos, crédito agrícola, habitação rural, educação e saúde.

Além disso, medidas para garantir educação nos assentamentos, com a construção de escolas nos assentamentos, um programa de combate ao analfabetismo e políticas para a formação de professores no meio rural.

Os trabalhadores rurais Sem Terra de Pernambuco exigem que a superintendencia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria (Incra) do estado cumpra com a função pelo qual ele foi criado.

Segundo o estatuto regimental do Incra, sua primeira finalidade é “promover e executar a Reforma Agrária visando a melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social”.

Com as ocupações de terra, trabalhadores rurais esperam pressionar para que o Instituto cumpra a finalidade pela qual existe.

Fonte: MST

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