recife resiste!


Lançamento reciferesiste.org
03/11/2011, 00:38
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Não é novidade que o Recife Resiste! vem tentando aprimorar as suas ferramentas de comunicação, e agora, finalmente, estamos desenvolvendo nosso polegar opositor! Mas calma, não é apenas para curtir no Facebook: neste dia 5 de novembro vamos comemorar o lançamento do nosso novo site, reciferesiste.org.


Esse encontro inaugura uma nova etapa no Recife Resiste!. O contato com outras experiências de mídia (rádio e vídeo principalmente) e o fato de termos trocado idéias com outros grupos – Antena Negra TV, CMI-Brasília, Rádio Cordel Libertário, Desinformémonos – contribuíram bastante para essa nova instiga do coletivo. Percebemos que o momento era de unirmos nossas motivações individuais para diversificar os instrumentos e estratégias do coletivo e potencializar a construção de uma comunicação autônoma. A intenção é alargar a “pequena contribuição para a derrocada do capitalismo”.
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Sobre o suicídio e suas polêmicas…
02/10/2011, 18:41
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    Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria…
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente…
Talvez, acabando, comeces…
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

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A barbárie em 3 anos: a copa e a mobilidade em Recife.
18/08/2011, 14:26
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Com um pouco mais de ousadia aqui que o outro, um pouco menos ali, os dois grandes jornais corporativos da cidade comemoram a construção dos quatro viadutos na Agamenon. “O FUTURO EM 3 ANOS” diz o Diário, “O TRÂNSITO DO FUTURO” diz o Commercio (11/08/2011), num discurso onde o termo futuro figura como sujeito de um estado superior. Semelhante aos planos quinquenais na Rússia stalinista, aos 50 anos em 5 no Brasil de JK ou ao milagre econômico da ditadura militar, o “futuro em 3 anos” repete mais um capítulo do capitalismo desenvolvimentista.

A mobilidade na cidade do Recife já saturou faz muito tempo e é apenas sob um olhar muito desatento que não percebemos essa realidade. Não há mais horário pra se pegar trânsito, ele existe toda hora, os ônibus estão completamente lotados e neles ainda sofremos com o congestionamento das vias, os altos preços de suas tarifas e com a natureza violenta e desumana do tráfego viário que joga os passageiros pra lá e pra cá dentro do ônibus como se fosse um saco de batatas. O motivo desse cenário lamentável é o contínuo investimento em transporte privado e motorizado. O metrô de Recife é irrisório, não existem ciclovias ou VLT’s e ainda não se usa os rios na Veneza brasileira. E qual é o sentido de ser desse cenário se todos sabem que pra resolver o problema da mobilidade precisamos investir em transporte público e não rodoviário?

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A GREVE DA REDE PRIVADA DE ENSINO EM 2011
14/06/2011, 13:18
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        Com 21 anos de sala de aula, desses 21, 17 na rede privada de Pernambuco, talvez fosse o suficiente para acreditar e às vezes até verbalizar que passaríamos, mais uma vez por tudo novamente e do mesmo jeito. Pura bobagem.

        O igual está em nossas cabeças ou são questões determinadas pelo Estado, como por exemplo a data base, ou o formato de negociação entre patrões e empregados e mesmo assim, até essas definições obedecem direta ou indiretamente a dinâmica de uma correlação de forças.

        Igual mesmo? Posso citar: a sigla do sindicato SINPRO, uns acreditando que não temos forças, outras tendo a certeza que somos a categoria profissional mais organizada do mundo, àqueles que apostam na consciência política do educador, assim como aqueles que votam a favor da luta e esquecem do que votaram e até os que não querem lutar. Essas questões que se repetem e as vezes pensamos construir uma realidade igual as anteriores, são exatamente as que fazem diferença.

        Lutar para sair dos 6,31% para 7% de reposição que a inflação já comeu, vem uma sensação de que paramos quando apenas começavamos, afinal era simplesmente o segundo dia de greve.

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Relato sobre o debate com o reitor da UFPE (Campus-Recife)
09/06/2011, 10:30
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Gran Finale

Finalmente chegamos ao espetáculo final, o circo junta seus trapos para a mudança de cidade. Casa cheia, lugares ocupados. O show começou com atrasos, dessa vez, não causados pelos estudantes da instituição (que marcaram presença e foram com o bom intuito de exigir seus direitos de forma justa e ordenada), mas sim por participantes de movimentos estudantis que não eram estudantes do IF e foram proibidos de entrar, não-pagantes que queriam entrar no picadeiro, porém alguns se recusaram a sair e só o fizeram depois de muito tempo de conversa. Bem, pelo menos os expulsos em si protestavam apenas conversando, enquanto seus apoiadores de dentro da instituição o faziam gritando sendo respondidos por outros funcionários também gritando. Mas após esses atropelos o espetáculo finalmente começou, na apresentação dos artistas quem esperava algo morno se decepcionou, pois desde o começo o Gran Finale mostrou para que veio, as farpas começaram a ser trocadas, todos dessa vez comentaram que o importante eram os alunos, uns mais, outros menos, uns quase em cima do tempo… Desde o inicio Verdes, Roxos, Amarelos e Azuis se combatiam, e assim prosseguiu, aquecendo pergunta a pergunta no morno segundo bloco até chegar ao clímax do final do segundo bloco e começo do terceiro, a platéia às vezes ultrapassava de euforia e vários apelos e gritos eram ouvidos, mas o mestre de cerimônia dessa vez era outro e conseguiu impor uma certa ordem. Continue lendo



sobre os conflitos no campo no Brasil: quem está por trás das mortes?
09/06/2011, 09:49
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Vimos nos últimos dias a imprensa falada e escrita destacar os recentes conflitos no campo no Brasil. Nenhuma novidade para a CPT e para as vítimas do agronegócio e do projeto do capital. A Comissão Pastoral da Terra, desde 1985, vem prestando um serviço à sociedade brasileira, com o registro e a devida divulgação dos conflitos e violências cometidas contra os camponeses e as camponesas, através de seu relatório anual: Conflitos no Campo Brasil. As mortes de José Cláudio e Maria do Espírito Santo, em pleno dia de votação do “novo” Código Florestal, podem ser consideradas, como diz a nota divulgada pela CPT: ”Crônicas de mortes anunciadas”. Segundo a nota, “de 2000 a 2011, a CPT tem registrado, em seu banco de dados, ameaças de morte no campo contra 1.855 pessoas. De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou agentes de pastoral”. Em Pernambuco não é diferente. O setor de documentação da CPT nos informa que, no período compreendido entre 2000 e 2011, a CPT registrou a ocorrência de 52 pessoas ameaçadas de morte. Dentre essas ameaças, uma se concretizou: a de uma liderança indígena da tribo Truká, em 23 de agosto de 2008, no município de Cabrobó. No mesmo período, ou seja de 2000 a 2011, em Pernambuco foram assinadas 34 pessoas no campo. Dessas, 11 eram lideranças (está incluso aqui duas lideranças indígenas e um dirigente sindical), 11 Sem Terras, sete Indígenas, três Assentados, dois Trabalhadores rurais, um Posseiro e um Assalariado. O que chama atenção é que a maioria dos assassinatos no campo em Pernambuco ocorreram na Região da Zona da Mata: 18 em um total de 34. Das 52 pessoas ameaçadas de morte entre 2000 e 2011, a maioria se encontra também na Zona da Mata. Continue lendo



O que o Estado, a polícia e a Ordem têm a ver com a Marcha da Maconha?
23/05/2011, 16:46
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Esse texto é uma tentativa de construir uma outra Marcha da Maconha e não destruí-la. Estávamos presentes e sempre vamos estar, entretanto faz parte do processo repensar os caminhos da luta para entender onde estamos indo e onde queremos realmente chegar.

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 Vitoriosos, em primeiro lugar, por que tivemos mais participantes do que a Marcha da Família. Eram cerca de 2 mil maconheiros e simpatizantes contra mil neo-inquisidores da tradição cristã que fizeram todo mundo lembrar da histórica marcha da Família com Deus pela Liberdade que deu sinal verde para a virulenta ditadura militar. Derrotados, em seguida, pelo caráter despolitizado e ordeiro da “nossa” própria marcha.

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