recife resiste!


Pescadores de Suape vão às ruas contra o desmatamento
23/11/2010, 20:59
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Impedir o desmatamento de 691 hectares de vegetação nativa (508 hectares de mangue, 17 de mata atlântica e 166 de restinga) no Porto de Suape e criar uma unidade de conservação de desenvolvimento sustentável no Litoral Sul são as reivindicações de pescadores que realizaram, ontem, protesto na frente do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo Estadual, na área central do Recife.

Empunhando varas de pesca com caveiras presas ao anzol, o grupo deixou o Parque Treze de Maio, pela manhã, em caminhada até a sede do governo Estadual. “Suape pode crescer com o mangue de pé. É só o governo querer aliar conservação ao desenvolvimento. Assim, os pescadores continuarão tirando o seu sustento do mangue, enquanto as indústrias geram emprego”, sugere Francisco Assis dos Santos, da Colônia Z-7, de Rio Formoso. O desmatamento, autorizado pela Assembleia Legislativa a pedido do governador do Estado, depende apenas da anuência do Ibama para começar.

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Pescadores protestam contra aterramento de manguezais em Suape
22/11/2010, 14:28
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Cerca de 500 pescadores de 10 colônias do litoral pernambucano realizam um protesto esta manhã contra Lei 1496 que permite o aterramento de 60 hectares de terra de manguezais na área de Suape. Eles farão uma caminhada do Parque 13 de maio até o Palácio do Campo das Princesas.

Segundo os pescadores, a medida vai trazer escassez de peixes na faixa litorânea de norte a sul do estado. A medida já foi aprovada e os pescadores pedem a revisão da lei.

Mídia corporativa: Diário de Pernambuco



Pescadores e estudantes fazem ato contra desmatamento
21/11/2010, 12:35
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Na próxima segunda-feira (22/11), colônias de pescadores da Zona da Mata Norte e Sul e do Agreste de Pernambuco e estudantes da UFPE e da UNICAP farão ato em protesto ao desmatamento do Complexo Industrial Portuário de SUAPE e a favor da criação da RESEX em Sirinhaém.

O debate ambiental, no Estado de Pernambuco, e mais especificamente no âmbito das políticas governamentais tem sucumbido ante a euforia de um desenvolvimento econômico intensificado pela implantação de obras infraestruturais e o grande aporte de recursos federais para o estado. De fato, indicadores econômicos constatados pelo IBGE, referentes à elevação do PIB nacional e à inserção do Nordeste para configurar esse panorama apontam o crescimento acelerado de Pernambuco.

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Grito de uma guerreira
10/11/2010, 16:19
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Senti o peso do Estado sobre mim;
Senti o peso do Judiciário sobre mim;
Senti o peso do agronegócio da cana-de-açúcar, que não tem nada de doce, sobre
mim;
Em alguns momentos a Cruz também pesava sobre meus ombros.

Qual o mal que eu fiz?
Será que é porque eu sou uma pescadora artesanal?
Será que é pelo fato de nascer e me criar em terras públicas e não ter o título
de propriedade?
Será que é pelo fato de não aguentar ver os peixinhos, os caranguejos e os
siris mortos pelo vinhoto fedorento da usina e ter que denunciar
incansavelmente?
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Risco de despejo das pescadoras de Sirinhaém leva a ato público

No estuário do rio sirinhaém, em 1998, moravam 57 famílias. A partir desta data, quando a Usina Trapiche foi vendida do grupo Brennand ao usineiro alagoano Luiz Antônio de Andrade Bezerra, iniciou-se um processo de expulsão das famílias que moravam nas ilhas do rio sirinhaém, hoje restando apenas duas famílias.

A área não pertence à Usina Trapiche, pois trata-se de área de mangue e próxima ao estuário do rio sirinhaém, logo, pertencente à União. A Usina é foreira da área – aforamento, inclusive, muito controverso, que já foi anteriormente cancelado e depois voltou a vigorar-, e com base nisso, utilizou meios violentos e intimidatórios (presença de capangas armados no local, destruição das casas dos moradores etc) para expulsar as famílias.

Apenas duas famílias resistiram corajosamente às expulsões, a de Maria Nazareth, e a de Graça, sendo que a primeira responde à uma reintegração de
posse que  já transitou em julgado –  perdida em todas as instâncias. A Usina tenta agora fazer um acordo com Maria Nazareth, oferecendo-lhe uma casa e um terreno para ela sair da área “pacificamente”, mas Graça – que é sua irmã – haverá de sair junto.

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Pastoral da Terra denuncia ameça de despejo de famílias de pescadoras
08/11/2010, 12:12
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A Comissão Pastoral da Terra denuncia a ação de despejo movida contra a pescadora Maria de Nazareth pela Usina Trapiche. O juiz da Vara única de Sirinhaém, Luíz Mario de Miranda, já anunciou o despejo da trabalhadora, que mora nas Ilhas de Sirinhaém, litoral sul de Pernambuco, desde que nasceu e hoje tem a companhia de dois filhos.

Maria de Nazaré tem até a manhã de hoje para aceitar uma das propostas dos usineiros e se mudar para a periferia do município. Através de uma manobra judicial, a família da irmã de Maria de Nazaré, Maria das Dores, também pode ser despejada.

As Colônias de pescadores da região, religiosos e entidades que acompanham o caso, como a Comissão Pastoral da Terra, a Comissão Pastoral dos Pescadores e a Terra de Direitos estão em alerta e mobilizados no local.

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Associação dos Geógrafos Brasileiros se solidariza com pescadoras que correm risco de despejo
08/11/2010, 00:52
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Moção de repúdio pela tentativa de expulsão de Maria de Nazareth das ilhas de Sirinhaém e pela imediata criação da Reserva Extrativista Sirinhaém / Ipojuca

O direito de propriedade não pode estar acima do direito à Vida. A memória das lutas enfrentadas, da violência sofrida, do sangue derramado, denuncia o agrohidronegócio como um modelo devastador da natureza, super-explorador do trabalho humano, inclusive com trabalho escravo, concentrador de terra, agua e de renda, como o projeto da morte. O povo do campo grita e resiste em defesa da vida, da natureza, dos valores e cultura camponesa. A agricultura camponesa e seus protagonistas são os verdadeiros guardiões da natureza, das sementes, das águas, da mãe terra, sendo este, um projeto de vida.

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