recife resiste!


Grito de uma guerreira
10/11/2010, 16:19
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Senti o peso do Estado sobre mim;
Senti o peso do Judiciário sobre mim;
Senti o peso do agronegócio da cana-de-açúcar, que não tem nada de doce, sobre
mim;
Em alguns momentos a Cruz também pesava sobre meus ombros.

Qual o mal que eu fiz?
Será que é porque eu sou uma pescadora artesanal?
Será que é pelo fato de nascer e me criar em terras públicas e não ter o título
de propriedade?
Será que é pelo fato de não aguentar ver os peixinhos, os caranguejos e os
siris mortos pelo vinhoto fedorento da usina e ter que denunciar
incansavelmente?
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Risco de despejo das pescadoras de Sirinhaém leva a ato público

No estuário do rio sirinhaém, em 1998, moravam 57 famílias. A partir desta data, quando a Usina Trapiche foi vendida do grupo Brennand ao usineiro alagoano Luiz Antônio de Andrade Bezerra, iniciou-se um processo de expulsão das famílias que moravam nas ilhas do rio sirinhaém, hoje restando apenas duas famílias.

A área não pertence à Usina Trapiche, pois trata-se de área de mangue e próxima ao estuário do rio sirinhaém, logo, pertencente à União. A Usina é foreira da área – aforamento, inclusive, muito controverso, que já foi anteriormente cancelado e depois voltou a vigorar-, e com base nisso, utilizou meios violentos e intimidatórios (presença de capangas armados no local, destruição das casas dos moradores etc) para expulsar as famílias.

Apenas duas famílias resistiram corajosamente às expulsões, a de Maria Nazareth, e a de Graça, sendo que a primeira responde à uma reintegração de
posse que  já transitou em julgado –  perdida em todas as instâncias. A Usina tenta agora fazer um acordo com Maria Nazareth, oferecendo-lhe uma casa e um terreno para ela sair da área “pacificamente”, mas Graça – que é sua irmã – haverá de sair junto.

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Pastoral da Terra denuncia ameça de despejo de famílias de pescadoras
08/11/2010, 12:12
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A Comissão Pastoral da Terra denuncia a ação de despejo movida contra a pescadora Maria de Nazareth pela Usina Trapiche. O juiz da Vara única de Sirinhaém, Luíz Mario de Miranda, já anunciou o despejo da trabalhadora, que mora nas Ilhas de Sirinhaém, litoral sul de Pernambuco, desde que nasceu e hoje tem a companhia de dois filhos.

Maria de Nazaré tem até a manhã de hoje para aceitar uma das propostas dos usineiros e se mudar para a periferia do município. Através de uma manobra judicial, a família da irmã de Maria de Nazaré, Maria das Dores, também pode ser despejada.

As Colônias de pescadores da região, religiosos e entidades que acompanham o caso, como a Comissão Pastoral da Terra, a Comissão Pastoral dos Pescadores e a Terra de Direitos estão em alerta e mobilizados no local.

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