O Ministério Público de Pernambuco promoveu um Termo de Ajuste de Conduta, no qual a Associação dos Militares de Pernambuco (AME), formada por oficias, subtenentes e Sargentos, e a Stampa, empresa de outdoors, promoverão uma contrapropaganda, a ser veiculada a partir de março, em 21 outdoors, com mensagens de promoção e defesa dos direitos humanos e da reforma agrária. A decisão atende a pedido do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que conseguiu ainda o direito a publicar retratações públicas ao MST no Diário Oficial, no jornal interno da polícia militar e no site da associação.
Apresentado por Movimentos e Organizações como a Organização de direitos humanos Terra de Direitos, Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST), o pedido reclama de danos morais e pede direito de resposta por causa da de uma campanha publicitária realizada pela AME contra o MST, realizada pela associação em 2006. Na ocasião, a associação distribuiu nas principais vias públicas do Recife e nas rodovias do Estado de Pernambuco, outdoors e jornais, com conteúdos considerados difamatórios e preconceituosos sob o tema “Sem Terra: Sem Lei, sem respeito e sem qualquer limite. Como tudo vai parar?”.
Desde o final da tarde desta terça-feira (30), uma comissão de representantes dos camelôs do Recife está reunida com representantes da Prefeitura do Recife (PCR) para discutir sobre a permanência deles na Rua Sete de Setembro, no Centro.
Os ambulantes já haviam se reunido nesta manhã com arquitetos e engenheiros da PCR, para tentar convencer integrantes da prefeitura de que é possível colocar mais ambulantes na rua. Após a ação de reordenamento das vias da cidade, ocorrida na semana passada, apenas 54 de 123 camelôs retirados da Sete de Setembro poderão voltar a comercializar seus produtos no local.
De acordo com um representante do Sindicato do Comércio Informal de Pernambuco, Elias de França, as negociações avançaram na reunião. “A prefeitura aceitou a rediscussão do projeto da Sete de Setembro como um todo”, disse. Ele explicou que entre as propostas apresentadas pelos ambulantes está a redução do tamanho dos tabuleiros usados por eles de 1 m para 70 cm.
Os camelôs ainda consideram a possibilidade de realização de novo protesto, até que sejam finalizadas as negociações.
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A Prefeitura do Recife não recua e marcou para esta quarta-feira (1) a volta de apenas 54 dos 123 ambulantes retirados da Rua 7 de Setembro, no Centro do Recife. A quantidade de comerciantes autorizados a trabalhar no local permanece a mesma do projeto inicial de reordenamento das vias da cidade. O número de autorizações não agrada os camelôs, que não descartam realizar novos protestos, como o que aconteceu na última quinta-feira (25), logo após eles serem retirados da rua.
Hoje, uma comissão se encontra com engenheiros e arquitetos da prefeitura para tentar convencê-los de que o projeto pode contemplar mais comerciantes informais. “Vamos provar que dá para colocar mais gente nesse projeto. Não vamos aceitar que mais da metade dos ambulantes cadastrados fique de fora, sem trabalhar. Também não vamos abrir mão do nosso direito de protestar”, destacou o presidente do Sindicato do Comércio Informal, Elias de França.
Os comerciantes informais da Rua Sete de Setembro, no bairro da Boa Vista, estão reunidos com o secretário de Controle, Desenvolvimento urbano e Obras, Amir Schvartz. A reunião servirá para definir os 54 trabalhadores ambulantes que voltarão a comercializar na via, com autorização da Prefeitura do Recife.
Por conta de uma possível manifestação dos comerciantes, a Sete de Setembro está com o policiamento reforçado. Por enquanto, o clima na rua é tranquilo.
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ATO PÚBLICO da Campanha do Laço Branco no Recife:
Quando: Quinta-feira, 02 de dezembro de 2010, às 8h
Onde: no Mercado de São José
Vídeo da campanha 2010/2011
Os servidores públicos do Cabo de Santo Agostinho entregam nesta terça (30), às 8h, na Secretaria de Saúde da cidade, sua proposta de Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ao prefeito Lula Cabral. O sindicato da categoria marcou ato para a entrega do documento.
A proposta se divide em duas partes: o PCCV dos Servidores da saúde e o outro congrega as demais funções. De acordo com o sindicato, primeiro haverá a entrega do Plano de Cargos da saúde, no local da concentração, e depois os trabalhadores saem em passeata pela cidade até a Prefeitura, para entregar o texto que se refere aos demais Servidores, inclusive os Agentes de Saúde.
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Filed under: carta | Tags: agb, Edifício Trianon, ocupação, sem-teto, solidariedade
O arranjo espacial urbano recifense, no presente momento histórico, reflete um modelo de produção do espaço intrinsecamente ligado aos processos de produção de mais-valia. Esse modelo possui como principais características: a promoção de desigualdades socioespaciais ocasionada pelo regime de propriedade e a distribuição desigual dos bens e serviços necessário à vida digna sobre o espaço.
Neste sentido, apenas as classes sociais mais abastardas e parte dos setores médios, gozam das benesses do viver urbano, protagonizando a construção e organização da cidade, numa postura, muitas vezes, corporativista e elitista. Essas classes regram e normatizam a cidade de maneira que não há como acessá-la por outras vias que não através do mercado, diretamente ligado às leis da oferta e da procura. Dessa forma, eles canalizam, restringem e direcionam as possibilidades e os meios de viver na cidade!
Filed under: digressões, notícias | Tags: autonomia, mst, reforma agrária, subjetivismo
Em São Lourenço da Mata, cidade pernambucana que sediará a Copa do Mundo de 2014, está localizado, a 19 km de Recife, mais um acampamento do Movimento Sem Terra do país. 326 famílias estão alojadas em pequenas casas de taipa. Cada uma tem a sua moradia provisória, mas todas compartilham um sonho: a terra própria. A bandeira vermelha hasteada balança, e, na estradinha que dá acesso ao acampamento, a primeira visão é de uma lona de circo armada. Circo que não tem a ver com os acampados, mas, pela proximidade geográfica, até parece ter. Não existe infraestrutura: as casas, um espaço de convivência comunitária e o roçado de cada família, só. As crianças estudam no próximo e pequeno distrito de Matriz da Luz, e assim se leva a vida no acampamento Maria Paraíba desde fevereiro de 2010.
O MST se estruturou no Brasil na década de 1980, quando alguns camponeses decidiram lutar pela idéia da qual há algum tempo haviam se convencido: a ocupação de terras é legítima e fundamental na batalha contra a desigualdade social. Países ditos desenvolvidos, como os Estados Unidos, começaram a promover a reforma agrária ainda no século XIX. “O Brasil mal começou”, diz o senhor Otávio Pedro, 68 anos, que tem um barraco no Maria Paraíba e admira a organização do MST. Assim como outros acampados, Seu Otávio não dorme todos os dias no acampamento, pois tem também uma casa em Matriz da Luz. O senhor de 68 anos diz que não precisa tanto de um pedaço de terra, mas que está ali para ajudar os companheiros a conseguirem o seu roçado. Nele o princípio de coletividade é vivo, assim como no senhor Severino Araújo, que, mesmo aos 58 anos de idade, pretende acompanhar o MST sempre que necessário: “Assim como os outros lutaram por mim, vou lutar por eles também”.
Os comerciantes ambulantes entraram em acordo com a Prefeitura do Recife (PCR) e decidiram não realizar mais protestos contra a desocupação da Rua 7 de Setembtro, no centro da cidade. A decisão foi tomada no início da tarde desta sexta-feira, após reunião de uma comissão de informais com o secretário de Planejamento Participativo, Amir Schvartz, na sede da PCR. Após a reunião, a comissão foi até a Rua 7 de Setembro, anunciar as medidas que serão tomadas.A prefeitura prometeu recadastrar todos os ambulantes para relocá-los e retomar o processo de reordenamento do centro com participação da associação e dos sindicatos dos ambulantes.
Com uma mudança profunda na configuração visual e grande divisão de opiniões, a Rua Sete de Setembro exibia um cenário bem diferente do final da tarde de ontem, quando houve tumulto generalizado após o protesto dos ambulantes retirados da via no início da manhã de ontem. A presença de dezenas de profissionais da Diretoria de Controle Urbano (Dircon) e da Polícia Militar garantiram a tranquila continuidade dos trabalhos de reordenação da área, que hoje estiveram focados na adequação das lojas instaladas na região.
As novas sinalizações de trânsito já foram devidamente instaladas, incluindo a faixa de estacionamento Zona Azul, que vai do trecho compreendido entre a Conde da Boa Vista e a Rua Princesa Isabel. O acostamento foi pintado, bem como os sinais do chão, com instruções de tráfego. As fachadas das lojas que invadiam o espaço das calçadas, em formatos de coberturas metálicas, estão sendo desmontadas e retiradas do local.
Filed under: notícias | Tags: ambulantes, conde da boa vista, protesto, resistência
Alguns ambulantes compareceram no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, nesta manhã de sexta-feira (26), um dia depois da operação que retirou o comércio informal da rua Sete de Setembro. Para eles, não houve diálogo por parte da Prefeitura.
Em entrevista à Rádio Jornal, o comerciante Alexandre Santana reclamou que ninguém foi avisado. “Tiraram nosso direito de ir e vir. Somos pais de família, nos colocaram como se fôssemos bandidos”. Já a população se mostra dividida sobre a retirada. “Espero que o trabalho continue, porque aqui trabalha quem tem direito e quem não tem. Estava tudo muito desorganizado”, disse a lojista Maria do Carmo.
Filed under: divulgação, notícias | Tags: ambulantes, copa do mundo, protesto, sete de setembro
Hoje, 25 de novembro, centenas de ambulantes que comercializavam na rua sete de setembro, no centro do Recife, saíram em protesto contra a higienização social promovida arbitrariamente pela prefeitura. Nesta manhã, ao chegar em seu ponto de trabalho, os trabalhadores foram impedidos de comercializar na rua pela polícia, que havia montado um bloqueio. Pegos de surpresa pela medida autoritária eles saíram em protesto, fecharam a av. Conde da Boa Vista por duas horas, segundo uma liderança, e causaram um enorme caos no trânsito do centro da cidade.
Após horas de clima tenso surgiu uma suposta negociação com a prefeitura e eles desobstruíram a via. O Secretário de Controle, Desenvolvimento urbano e Obras, Amir Schvartz, irá receber amanhã uma comissão de negociação no prédio da prefeitura. Entretanto os trabalhadores não mantém altas expectativas em relação a negociação por entender que o projeto de higienização está diretamente relacionado com as reformas urbanas exigidas pela copa, em 2014. Inclusive o evento esportivo foi lembrado no discurso dos trabalhadores ao término do protesto. Eles falaram que a prefeitura não dá valor aos ambulantes, mas que eles tinham que se dar o devido valor e reivindicar o direito de trabalhar.
O Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é comemorado nesta quinta-feira (25). Em várias partes do mundo, a data é marcada por manifestações que reivindicam o direito a uma vida sem violência. No Recife, o Fórum das Mulheres de Pernambuco vai promover uma série de atividades. Em Olinda e no Cabo de Santo Agostinho também tem programação.
As mobilizações visam difundir a Lei Maria da Penha, sensibilizar a população para o enfrentamento da violência sexista, reivindicar políticas de prevenção e combate à violência de gênero e estimular as mulheres a romperem com o ciclo de violência.
Confusão no Terminal de ônibus da Macaxeira, zona norte do Recife. Um ônibus da empresa Metropolitana quebrou na saída do terminal, fechando a passagem de outros coletivos.
Insatisfeitos, os usuários do transporte coletivo iniciaram um protesto. De acordo com a empresa, não houve ato de vandalismo.
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Um imóvel localizado na Avenida Norte, bairro de Santo amaro, foi ocupado na madrugada desta quinta-feira (25) por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto (MTST). Cerca de 40 pessoas estão no casarão de 2 andares desde as 4h.
Segundo o MTST, o local, próximo à Igreja de São Sebastião, era um estabelecimento comercial recentemente desapropriado pela Prefeitura.
Um dos diretores do Movimento, Jaílton Serafim, afirma que mais incursões vem por aí: “A gente tem um calendário, essa foi uma das primeiras cupações, e vai haver muito mais como essa para mostrar à sociedade a quantidade de déficit habitacional que nós encontramos’.
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Um prédio abandonado localizado no bairro de Casa Caida, Olinda, Região Metropolitana do Recife, foi invadido por dezenas de famílias na madrugada desta quinta-feira (25). Policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar estão no local mas não houve confronto.
Os ocupantes vieram da comunidade da Praia Verde, que fica próxima de Casa Caiada. O imóvel fica na Rua Antonio Martiniani de Barros e possui 16 apartamentos em 4 andares. Segundo vizinhos, o prédio está desocupado há cerca de 4 anos.
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Cerca de 1.500 Sem Terrinha realizam esta manhã uma caminhada da Praça do Derby até o Palácio do Campo das Princesas. A mobilização faz parte do XI Encontro Estadual dos Sem Terrinha, que acontece desde o dia 22 de outubro.
Ao final da marcha, os manifestantes pretendem entregar ao governador Eduardo Campos uma carta de reivindicações, demonstrando insatisfação diante da situação da Reforma Agrária no estado de Pernambuco. As crianças e jovens pedem escola, crédito para produção, espaços para prática de esporte, cultura e lazer nos assentamentos.
Estudantes ligados à União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco (UESP) organizam uma passeata pelo Centro do Recife no início da tarde desta quarta-feira (24). O grupo irá protestar contra a decisão do MEC de reaplicar a prova apenas para os estudantes prejudicados com o caderno de provas amarelas. Os estudantes consideram que todos que se sentiram prejudicados tenham direito a fazer um novo exame.
A concentração ocorre a partir do meio-dia, em frente ao prédio do Ginásio Pernambucano, na rua do Hospício. São esperados mais de mil estudantes no protesto.
A saída da passeata está prevista para as 13h, com a chegada de estudantes de Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. No entanto, o roteiro ainda não está definido. “Vamos discutir com outras lideranças estudantis para onde vamos. Podemos ir até o Palácio do Governo, a Praça da Independência ou a UFPE”, disse o diretor da UESP, Jailson Davi.
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Impedir o desmatamento de 691 hectares de vegetação nativa (508 hectares de mangue, 17 de mata atlântica e 166 de restinga) no Porto de Suape e criar uma unidade de conservação de desenvolvimento sustentável no Litoral Sul são as reivindicações de pescadores que realizaram, ontem, protesto na frente do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo Estadual, na área central do Recife.
Empunhando varas de pesca com caveiras presas ao anzol, o grupo deixou o Parque Treze de Maio, pela manhã, em caminhada até a sede do governo Estadual. “Suape pode crescer com o mangue de pé. É só o governo querer aliar conservação ao desenvolvimento. Assim, os pescadores continuarão tirando o seu sustento do mangue, enquanto as indústrias geram emprego”, sugere Francisco Assis dos Santos, da Colônia Z-7, de Rio Formoso. O desmatamento, autorizado pela Assembleia Legislativa a pedido do governador do Estado, depende apenas da anuência do Ibama para começar.




