recife resiste!


Retirada de ambulantes termina com três detidos no centro do Recife
18/11/2011, 21:07
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Três pessoas foram detidas durante uma operação realizada no bairro de São José, centro do Recife, para combater a venda de produtos roubados. Mercadorias de vendedores informais foram apreendidas na manhã desta sexta-feira (18).

Os objetos, que seriam comercializados em um local conhecido como ‘Feira do Troca’, ocuparam cinco caminhões, de acordo com a Diretoria de Controle Urbano (Dircon) da Prefeitura do Recife.

O vendedor ambulante Wellington Santana, que teve produtos apreendidos, afirma que o material que ele comercializa não é roubado. “O material é meu, não é roubado. Eu trabalho com isso e devo o dinheiro dessas roupas”, afirmou.

Severino Alves, que vendia aparelhos de celular e carregadores usados, também teve os produtos confiscados. “É tudo celular velho que eu compro baratinho para ajeitar, para que eu possa sobreviver”, disse.

De acordo com a Dircon, os comerciantes que comprovarem ser donos dos produtos que seguiram para o depósito do órgão poderão recuperá-los, apresentando nota fiscal e pagando uma multa que varia entre R$ 107 e R$ 500.

Já os objetos eletrônicos foram levados para a Delegacia da Avenida Rio Branco, no bairro do Recife. “Nós apreendemos alguns celulares e bicicletas sem procedência”, afirmou o Marjor Aldo Souza, responsável pela operação.

Mídia corporativa: G1



OUVIDOR AGRÁRIO NACIONAL CONDENA AÇÃO DA POLÍCIA E DE PROMOTOR DURANTE DESPEJO EM PERNAMBUCO
15/10/2011, 17:51
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O Ouvidor Agrário Nacional e Presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, Desembargador Gercino José da Silva Filho, condenou a ação da polícia militar de Pernambuco e do Promotor da Comarca de Altinho, Dr. Geovany de Sá Leite, durante ação de despejo das famílias acampadas na fazenda Serro Azul, no município de Altinho, na última terça-feira (11).

Em reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, realizada ontem (13) no Recife, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a organização Terra de Direitos denunciaram uma série de violações cometidas durante a ação de despejo. Foram mostrados um vídeo filmado durante a ação, além de fotos que provam constantes ameaças por parte do administrador da fazenda e a presença de pistoleiros armados rondando as famílias Sem Terra.

Entre as denúncias apresentadas estão: a queima e destruição ilegal dos barracos onde viviam as famílias; atos de abuso de poder por parte do promotor; apreensão ilegal de motos dos acampados; e apropriação indevida de objetos pessoais das famílias por parte da polícia.

Para Doutor Gercino, a ação de despejo descumpriu totalmente o manual de reintegração de posse da Ouvidoria Agrária Nacional, ratificado pelo Governo de Pernambuco, por três razões principais: primeiro, não houve nenhuma reunião de mediação anterior ao despejo; segundo, nem a Procuradoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) nem a Promotoria Agrária do Estado, estavam presentes; e terceiro, a polícia não pode, nem destruir, nem permitir a destruição dos barracos ou de qualquer bem das famílias sem ordem judicial. “Se a ordem de reintegração de posse não expressa que os bens devam ser destruídos, a polícia não tem autorização nem de destruí-los, nem tampouco pode permitir de outros o façam em sua presença”, afirmou ele.

O Desembargador solicitou providências por parte do Governo do Estado em relação à ação da polícia, e vai fazer uma representação junto ao Ministério Público Federal contra o promotor da Comarca de Altinho. Quanto às duas motos e outros bens ilegalmente apreendidos, a Secretaria de Articulação Social se comprometeu em cobrar explicações do Comando da Polícia do Estado e garantir o retorno dos bens às famílias.

Será ainda aberto um inquérito policial contra o administrador da fazenda, Sr. Luiz Reis, por ameaças e uso de pistoleiros armados para intimidar e ameaçar as famílias. O inquérito será presidido pelo Delegado Agrário de Pernambuco, Doutor Antonio Luiz Pereira Dutra.

Mais informações:

Cássia Bechara – Direção do MST/PE – (81) 9751 2508
André Barreto – Terra de Direitos – (81) 9921 0590

Fonte: Comunicação MST-PE



PISTOLEIROS CERCAM NESSE MOMENTO FAMÍLIAS SEM TERRA EM PERNAMBUCO
12/10/2011, 13:26
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Depois de despejo ilegal, pistoleiros ameaçam famílias Sem Terra na fazenda Serro Azul

Um grupo de pistoleiros armados com espingardas 12 cercam nesse momento as famílias Sem Terra acampadas próximo à fazenda Serro Azul, entre os municípios de Altinho e Agrestina, no Agreste de Pernambuco.

As cerca de 60 famílias que estavam acampadas dentro da fazenda foram violentamente despejadas ontem (11) e acamparam no assentamento Frei Damião, ao lado da fazenda. Cerca das 5 horas da manhã de hoje (12) os pistoleiros chegaram e passaram a ameaçar as famílias, entre elas várias crianças.

Sem nenhuma ordem de despejo do governo estadual, mais de 50 policiais, entre integrantes da tropa de choque e da polícia de Altinho, chegaram por volta das 12 horas de ontem, e, sem dar nenhuma chance às famílias de recolherem seus pertences, começaram a colocar fogo nos barracos, enquanto funcionários da fazenda passavam com um trator por cima do que restava.

Para Eremilton Marcelino, do Setor de Direitos Humanos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a ação de despejo foi uma clara violação aos direitos humanos. Além disso, a forma como a ação foi realizada foi ilegal. “Primeiro, não havia ordem de despejo do governo estadual. O juiz pode emitir a reintegração de posse, mas ele não manda na polícia. Quem autoriza a ação da polícia é o governo estadual, através da Secretaria de Segurança Pública, e essa autorização não existia. Segundo, as famílias, o INCRA, e o Promotor Agrário do Estado devem ser avisados da ação de despejo, devendo ocorrer uma audiência com todas as partes envolvidas pelo menos alguns dias antes que ele aconteça. Não só essa audiência não ocorreu, como o Promotor Agrário de Pernambuco, Dr.Edson Guerra, está de férias, e ninguém da promotoria sabia da ação”, disse ele.

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Moradores de Escada realizam protesto na Avenida Sul [contra a Transnordestina]
27/09/2011, 11:50
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Cerca de 100 famílias moradoras do bairro de Fleixeira, em Escada, Zona da Mata do Estado, protestam, na manhã desta terça-feira (27), contra a reintegração de posse movida pela Empresa Transnordestina Logistica S/A, responsável pela construção da via. Os manifestantes queimaram pneus e complicaram o trânsito na Avenida Sul, no bairro de São José, área central do Recife, em frente ao escritório da empresa.

“Até agora a única garantia que tivemos é a da demolição, a da destruição de nossas casas. Não vamos sair de lá sem ter um lugar para morar. Se não garantirem nossos direitos vamos enfrentar o que for preciso”, afirmou uma das moradoras Andréa Lucia da Silva.

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Tentativa de despejo em Pernambuco termina com cinco camponeses feridos
07/04/2011, 21:29
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Aconteceu hoje (7) a sexta tentativa de despejo das famílias acampadas no Engenho Xixaim, no município de Moreno, região metropolitana de Recife. O Engenho foi ocupado em 2006 por cerca de 40 famílias, e até esse momento o INCRA sequer vistoriou a área.

Palco de inúmeras violações de direitos humanos, o local é emblemático também pelo fato de que, apesar da proximidade com Recife, é negligenciado pelo poder público, em especial no que diz respeito à política pública de reforma agrária.

Após renovação do mandado de reintegração de posse pelo juiz local, policiais militares foram à área e tentaram realizar o despejo das famílias, agindo com truculência contra os trabalhadores rurais. No conflito, cinco pessoas ficaram feridas, dentre elas uma criança de cinco anos.

Após a ação truculenta, inclusive com disparo de balas de borracha, chegou-se a uma negociação e o despejo foi adiado por mais uma semana.

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Polícia ameaça despejar acampamento pela sexta vez em PE
07/04/2011, 18:30
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As famílias Sem Terra que vivem no acampamento Xixaim estão mais uma vez sendo ameaçadas de despejo.

A Polícia Militar de Pernambuco marcou o cumprimento de mais um mandato de reintegração de posse para esta quinta-feira. As famílias afirmam que resistirão e há possibilidade de conflito.

O Engenho Xixaim, localizado no Município de Moreno, zona da mata pernambucana, de propriedade de Paulo de Sena de Maranhão, foi ocupado pela primeira vez em setembro de 2006.

A área já foi palco de cinco despejos, da ação violenta de policiais e da atuação de milícias armadas contratadas pelo proprietário, que, segundo relato dos camponeses, já chegou a ir armado ao acampamento e efetuado um dos despejos das famílias.

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Despejo de famílias de prédio do IBGE é suspenso após protesto do MTST
15/03/2011, 14:43
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Após realizarem protesto na esquina da avenida Conde da Boa Vista com a rua do Hospício, no Cen­tro do Recife, mais de 100 ocupantes do edifício IBGE conseguiram adiar a ação de despejo para a primeira quinzena de abril. A decisão foi tomada durante reunião com a Secretaria de Articulação Social do Estado, no final da manhã de ontem. Anteriormente, a retirada dos moradores por força judicial iria acontecer já na próxima quinta-feira, mas a luta para suspender a decisão começou logo cedo com a ma­nifestação realizada no Cen­tro. Em meio às chamas de fogo, gritos de protestos con­­tra a atual gestão do município, trânsito paralisado e os olhares atentos dos policiais militares, os moradores do edi­fício estatal se manifestavam contra a ordem de despejo.

A ordem, segundo os manifestantes, foi avisada na semana passada, e desde então, eles estavam preocupados com a situação. O prédio onde os moradores estão residindo há três meses é um terreno federal que tem o IBGE como proprietário. Após longos anos abandonado, o órgão solicitou a reintegração de posse alegando, segundo os moradores, que as instalações não ofereciam infraestrutura necessária para a habitação.

Segundo os manifestantes que eram residentes do Edifício Trianon, localizado na avenida Guararapes, a ordem de despejo é um ato covarde e de falta de humanidade do juiz e do representante do IBGE. “Na época que estávamos no Trianon, a prefeitura disse que iria fazer um pré-cadastro dos moradores para colocá-los em habitações e que seria dado auxílio-moradia. Saímos de lá e não recebemos nada. Tivemos uma reunião com o representante do IBGE há 15 dias e pedimos 120 dias para buscarmos soluções. Eles ficaram de nos dar uma resposta sobre o prazo de 120 e 90 dias. Aí, na última quinta-feira chega uma ordem judicial de despejo. Eles não foram sensíveis em observar que são famílias que moram lá”, argumentou o coordenador geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Arão Bezerra da Silva.

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