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Cinco meses depois de ocupar o Edifício Trianon, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto de Pernambuco (MTST/PE) conquistou o direito de usar o prédio como moradia. A construtora que era dona do edifício desistiu da ideia de levantar um shopping no local para transformar o espaço numa área residencial destinada às famílias cadastradas no MTST. O prédio foi transformado em mais um projeto do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, e será vendido para famílias sem-teto por preços populares e condições de pagamento facilitadas. No dia 3 passado, a direção do Sindicato emprestou o auditório da entidade para uma reunião entre as famílias do MTST e a Caixa. “A transformação de um edifício ocupado pelos sem-teto em moradias populares por meio do Minha Casa, Minha vida é inédita no Brasil. É o primeiro caso que conseguimos enquadrar neste programa, que tem um outro desenho”, diz o gerente regional de Habitação da Caixa, Luiz Byron. Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, é um orgulho para a entidade poder fazer parte desta história. “Nós sempre defendemos o direito à moradia como peça fuamental da conquista da cidadania. A transformação do edifício Trianon em moradias populares para os sem-teto é de extrema importância para que outros projetos como esse possam surgir dentro do Minha Casa, Minha Vida”, comenta. Jaqueline destaca que a parceria do Sindicato com o MTST é antiga. “Os sem-teto inclusive já lutaram junto com os bancários em nossas campanhas salariais”, completa.
Fonte: SEEC/PE
Sessenta famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em Pernambuco (MTST-PE) ocuparam esta manhã o quinto andar da sede da superintendência do IBGE/PE, localizado antiga sede da Sudene, na Caxanga. De acordo com Jaílton Serafim, coordenador do movimento, o objetivo é pressionar o órgão para a relização de uma reunião para definir os rumos de cerca de 100 famílias oriundas do Edifício Trianon e que há três meses vivem na sede do IBGE na Rua do Hospício.
Segundo ele, um oficial de justiça visitou o local ontem e informou os sem teto que o prédio é alvo de uma reintegração de posse. Temendo serem retirados do local sem outra alternativa de moradia, os manifestantes querem ser recebidos também por membros da Secretaria de Articulação Social e da Gerência Patromonial da União.
Mídia corporativa: Diário de Pernambuco
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O arranjo espacial urbano recifense, no presente momento histórico, reflete um modelo de produção do espaço intrinsecamente ligado aos processos de produção de mais-valia. Esse modelo possui como principais características: a promoção de desigualdades socioespaciais ocasionada pelo regime de propriedade e a distribuição desigual dos bens e serviços necessário à vida digna sobre o espaço.
Neste sentido, apenas as classes sociais mais abastardas e parte dos setores médios, gozam das benesses do viver urbano, protagonizando a construção e organização da cidade, numa postura, muitas vezes, corporativista e elitista. Essas classes regram e normatizam a cidade de maneira que não há como acessá-la por outras vias que não através do mercado, diretamente ligado às leis da oferta e da procura. Dessa forma, eles canalizam, restringem e direcionam as possibilidades e os meios de viver na cidade!
No último dia 9 de setembro, Edson do Nascimento, 29 anos, entrou num ônibus fretado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto em direção a um lugar ainda desconhecido. Por volta das 4 horas da manhã estacionaram em frente ao Edifício Trianon, na Avenida Guararapes, e um dos líderes anunciou que ali seria o local ocupado. Edson é um dos coordenadores estaduais do movimento e organiza mais de 350 pessoas nos sete andares do imóvel, uma média de 120 famílias. Ícone da arquitetura dos anos 1940, o prédio servia apenas como camarote do Galo da Madrugada, no Carnaval.
Do lado de fora, Priscila, uma menina não maior que 18 anos faz vigília na porta do prédio. Ela se reveza com outra pessoa em turnos de 24×24 para que ninguém entre sem permissão no Trianon. Não-moradores também não podem andar descompanhados dos coordenadores de andar – seis ao todo – nem entrar sem serem anunciados. Há muita organização em diversos setores como iluminação, limpeza, convivência e também política, ainda que muito precária. “Quando chegamos aqui encontramos muito lixo, entulho. Pessoas entravam para defecar, estava imundo”, lembra Edson, que junto com os moradores iniciou a limpeza de todos os andares.
No jargão dos Sem Teto, “festinha” quer dizer ocupação. Costumam dizer também “que o bebê vai nascer”. Uma fonte ouvida pelo JC Online nesta quarta-feira (13) diz que duas novas ocupações devem ocorrer neste mês de outubro. O local ainda é sigiloso.
Na manhã desta quarta, dois coordenadores moradores do Trianon ocupado foram até Campo Grande, na Zona Norte do Recife. Lá cerca de 100 famílias já estão com barracos levantados. A área pertence à União e está em litígio com uma empresa de construção que fica por trás do imóvel. Como a esfera é federal, esse empresário teve sua decisão favorável obtida pela Justiça comum indeferida.
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A Companhia Estadual de Habitação de Pernambuco (Cehab) será o local de uma reunião hoje entre representantes do órgão, da Prefeitura do Recife, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) e demais autoridades sobre a ocupação irregular do Edifício Trianon, na avenida Guararapes, Centro da Cidade. O prédio está ocupado desde o dia 7 de setembro por 150 famílias que não têm onde morar e que vieram de comunidades do município de Paulista, e bairros do Fundão, Arruda e Campo Grande, no Recife. A ocupação faz parte de um movimento maior que realizou várias ocupações em Pernambuco.
O objetivo da reunião é encontrar uma solução para os moradores, já que, segundo os ocupantes do prédio, os proprietários entraram com um processo de reintegração de posse em caráter de urgência. Quem vive no local, espera que a situação seja definida ainda esta semana, evitando assim manifestações futuras do MTST. “O ideal seria a desapropriação, já que o local é abandonado e só é utilizado uma vez por ano, no carnaval. A gente não tem para onde ir e nem recebe nenhum tipo de auxílio”, revelou uma moradora. Eles reivindicam ainda a construção de casas populares.
ATO
Solidários aos ocupantes do prédio, um grupo de jovens do Comitê da Solidariedade promoveu um ato na tarde de ontem. O movimento, que é formado por alunos da UFPE e integrantes de coletivos, distribuiu panfletos tentando conscientizar a população para o problema. Para eles, a causa é legítima e a sociedade precisa se envolver na questão ativamente. Em outras ações, o grupo arrecadou fundos para a compra de uma bomba d’água para o prédio e também roupas e cobertores.
Mídia Corporativa: Folha de Pernambuco
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No dia 7 de setembro 150 famílias ligadas ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ocuparam o edifício Trianon no centro do Recife. Até então o prédio só era usado em época de carnaval, funcionando como camarote. Hoje, mulheres, homens e crianças de várias idades fazem dele o seu lar.
Neste momento, porém, o sonho de uma moradia dá lugar ao pesadelo de uma ordem de despejo, que pode ser executada a qualquer momento.
Nós, do Comitê de Solidariedade, estamos por meio desse comunicado pedindo o apoio de qualquer espécie para que possamos resistir ativamente contra a expulsão das famílias. Participe:
ATO CONTRA O DESPEJO DA OCUPAÇÃO
Terça-feira, 05 de outubro
Av. Guararapes, em frente ao EDF Trianon
16:00 horas
Você pode nos procurar pelo email
solidariedadetrianon@riseup.net para participar ativamente da resistência e/ou enviando email com assunto “contra a expulsão das famílias da Ocupação Margarida Alves” para o email
governo@governadoria.pe.gov.br
DIVULGUE ESSA MENSAGEM. Repetimos: o despejo pode acontecer a qualquer momento.
SE MORAR É UM DIREITO, OCUPAR É UM DEVER!
Participantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) seguem ocupando o edifício Trianon, localizado na Avenida Guararapes, na área central do Recife. Cerca de 150 famílias ocupam o imóvel desde o dia 7 deste mês, alegando que no Centro da cidade há 270 prédios abandonados ou inutilizados.
De acordo com representantes do movimento, a ocupação ocorreu de forma pacífica. Os ocupantes teriam saído dos bairros de Água Fria, Arruda, Santo Amaro, Mangueira e Forte do Brum.
O coordenador estadual do MTST, André Gomes dos Santos, se mostra otimista quanto à negociação junto com o governo federal: “A Caixa Econômica Federal já entrou em contato com o proprietário e está agora esperando somente uma resposta dele”, afirmou.
Depois de ocupar o imóvel, os manifestantes tiveram que limpar todo o imóvel, que estava abandonado e em más condições. O prédio Trianon é um marco da arquitetura dos anos de 1940. Tem sete andares e estava sem uso há cerca de vinte anos.
Mídia Corporativa: JC Online
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Na madrugada do dia 6 para o dia 7 de Setembro, aproximadamente 150 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ocuparam o Edifício Trianon, localizado na esquina da Avenida Guararapes com a Rua do Sol, no centro do Recife. Segundo o coordenador nacional do movimento, reverendo Marcos Cosmo, o prédio estava abandonado há vários anos.
O MTST está se articulando com o Estado e o Governo Federal, a fim de que eles, em parceria, transformem o prédio num conjunto habitacional para as dezenas de famílias sem-teto, filiadas ao movimento, que permanecem ocupando o edifício.
Em visita ao Trianon, Jailton, coordenador geral da ocupação, nos informou que a ocupação está precisando de comida, cobertores, fios elétricos e principalmente uma bomba de água, pra que a água do poço possa ser levada para os ocupantes de todos os andares. Edson, coordenador estadual do MTST, por sua vez, disse que a ocupação está aberta para receber visitas.
Aqueles que puderem fazer uma doação e/ou quiserem visitar a ocupação podem aparecer no Trianon e devem procurar Edson ou Jailton.
Quem desejar entrar em contato com eles anteriormente pode fazê-lo pelos seguintes números:
Edson: (81) 8858 2325 / 8650 7307
Jailton: (81) 8711 0513
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) promete realizar mais ocupações no Grande Recife ainda no mês de setembro. A informação foi dada esta manhã por um dos líderes do movimento, Reverendo Marcos Cosmo. “Temos uma série de ações que vão acontecer provavelmente ainda este mês e que fazem parte das atividades em comemoração aos 10 anos do MTST”, disse.
Na manhã de ontem, cerca de 150 famílias oriundas de comunidades localizadas nos bairros de Água Fria, Arruda, Santo Amaro e do Forte do Brum ocuparam os sete andares do edifício onde funcionava o Cinema Trianon, localizado na esquina da Avenida Guararapes com a Rua do Sol, no centro do Recife. De acordo com Cosmo, o prédio estava abandonado há cerca de 10 anos.
Mídia Corporativa: pernaambuco.com
O prédio localizado em frente aos Correios, na Avenida Guararapes, no Centro do Recife, ocupado por cerca de 150 famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), está sendo limpo e recebendo água na tarde desta terça-feira (7). A energia elétrica também está sendo “puxada” da rua para dentro do edifício, segundo informações do reverendo Marco Cosmo da Silva, um dos líderes do movimento em Pernambuco.
“A dívida habitacional do país é de R$ 8 bilhões, portanto, viemos para ficar”, disse Marco Cosmo. De acordo com ele, a ideia da ocupação é “rediscutir a habitação nas áreas centrais das grandes cidades e garantir que o governo federal envie recursos para compra do imóvel”. Nesta manhã, algumas famílias que não entraram no imóvel em tempo foram barradas pela polícia, mas até o momento, não houve registros de confrontos.
Mídia Corporativa: pernambuco.com
Cerca de 150 familias filiadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam, por volta das 5h da manhã desta terça-feira (7), o Edifício Trianon, prédio localizado na Avenida Guararapes, no Centro do Recife, em frente ao edifício dos Correios.
De acordo com Ana Paula da Silva, que faz parte da coordenação estadual do Movimento, todas as famílias que chegaram já conseguiram entrar no prédio e outras famílias ainda estão se dirigindo ao local. Há viaturas e motocicletas da Polícia Militar nas proximidades do edifício, mas a PM garante que a situação está tranquila.
Ainda segundo Ana Paula, a ocupação do imóvel acontece por ele estar sem nenhuma função há muitos anos: “O Governo Federal está na negociação com imóveis que estão inutilizados no Centro da cidade, para que sejam transformados em habitações de interesse social, e vamos levar a proposta desse imóvel para o Conselho das Cidades, em Brasília”, afirma.
Mídia Corporativa: JC Online



